Namorando? Divida as contas

Dia 316/365:

Sair a dois é divertido mas, e na hora de pagar a conta? Vocês dividem? Hoje, o “Obrigada, estou apenas olhando” quer falar sobre relacionamento e dinheiro. Vamos começar com a fase do namoro.

Namoro não entra na lista do planejamento financeiro heheh Quer dizer, até pode entrar se vocês costumam sair bastante. Não precisa classificar como namoro na sua planilha. Mas os gastos podem ser programados naqueles 30% de diversão ou EXTRAS. Vocês ainda não têm preocupação com os filhos, as contas da casa, esse é o melhor dos períodos hehehe

Mas apesar de não ter gastos com a casa, namorar pode sair bem caro! Baladas, os restaurantes, os passeios, o cinema e as viagens: custam dinheiro! Como, então, lidar com as finanças sem comprometer a felicidade do casal?

De fato, o mundo já não é mais o mesmo e os relacionamentos já mudaram bastante. Isso quer dizer que a figura do homem não é mais daquele que paga tudo, sempre. A mulher conquistou seu espaço, entrou no mercado de trabalho e, agora, também tem suas responsabilidades na hora das contas.

Sim, meninas! Acabou a farra de não botar a mão na carteira, não é? A gente precisa aprender a dividir as contas. Vai sair pra jantar e depois pegar um cineminha? Enquanto um paga o jantar, o outro pode pagar o cinema, a pipoca, chocolates…

O mais saudável em um namoro é que as contas sejam divididas. Isso, inclusive, pode determinar a felicidade financeira do casal num futuro próximo. Não faz bem para o casal se só um dos dois paga toda a conta, mesmo porque a pessoa ficará sobrecarregada e o namoro pode ser visto como uma despesa e até ser repensado.

Tá namorando? Chega de jogar tudo nos ombros (ou na carteira) do outro! Os dois estão no relacionamento? Os dois estão se divertindo? Os dois devem dividir as despesas: simples assim.

Tem que ser bom para os dois. Não vá se endividar para conquistar alguém. Isso não é cavalheirismo ou feminismo, é burrice! hehehe Aproveitem a fase do namoro para aprender a dividir, assim, se o relacionamento evoluir, com a graça de Deus, vocês já estarão aptos a dividir as contas, as despesas e até as tarefas domésticas. 😉

As pessoas ainda guardam dinheiro em casa!

Dia 315/365:

Pasmem, gente: as pessoas ainda guardam dinheiro em casa! O “Obrigada, estou apenas olhando” teve acesso a uma nova pesquisa do SPC Brasil que constatou que 25% dos poupadores preferem guardar dinheiro em casa a investir.

Outro dado divulgado pela pesquisa revelou que a Poupança ainda é a preferida por 60% dos brasileiros que possuem recursos guardados. Apenas 16% dos brasileiros conseguiram terminar o mês de maio com recursos para aplicar. Por outro lado, 46% dos poupadores resgataram dinheiro guardado.

Guardar dinheiro em casa está errado por pelo menos dois motivos: é uma opção arriscada por questões de segurança e um hábito negativo do ponto de vista da rentabilidade, uma vez que o dinheiro fica parado sem render juros.

O SPC Brasil sempre defende que “guardar dinheiro no final do mês não é um hábito comum do consumidor brasileiro”. Não concordo e não gosto deste tipo de orientação dos economistas. As pessoas não devem esperar chegar o fim do mês para guardar dinheiro.

Entre os tipos de investimento, a Caderneta de Poupança ainda é a modalidade de investimento mais conhecida pelos entrevistados: ao menos 81% das pessoas que possuem dinheiro guardado já ouviram falar a seu respeito. Em seguida aparecem os Títulos de Capitalização (48%), planos de Previdência Privada (45%), ações em bolsas de valores (39%), fundos de investimentos (33%) e o Tesouro Direto (24%).

Eu sei que as escolhas de investimento são influenciadas tanto pelo conhecimento escasso sobre as possibilidades de investir como pelo comodismo.

Não seja preguiçoso. Faça o melhor por você e sua família. Vá buscar informação sobre outras possibilidades. As oportunidades são infinitas e você só terá a ganhar se buscar conhecimento.

Faça o seu dinheiro render. Quem sabe não sobra até para você ajudar alguém que precisa! Já pensou? Que Deus te abençoe em todos os sonhos! Gente, pé de meia, a gente só faz de meia mesmo, mas sem guardar em casa hein! 😉

Queria uma dica para economizar dinheiro

Dia 314/365:

Hoje recebi esta dúvida de uma leitora do nosso ‘Obrigada, estou apenas olhando’. Ela me mandou uma mensagem e foi logo dizendo: “Queria uma dica para guardar dinheiro. Você acha que devo colocar uma meta mensal ou um valor total. Na verdade, preciso economizar para comprar um apartamento. Já tenho um pouco, mas preciso de mais”.

Fiquei muito feliz com a dúvida dela, que pode ser de outras pessoas também e resolvi escrever o post sobre esse assunto. Na verdade, se vocês perceberem, ela mostrou sua dúvida, fez um pedido, mas já deu a resposta.

Rapidamente, expliquei pra ela que o ideal era ter uma meta, um sonho. O sonho dela? Comprar um apartamento. Não perguntei quanto ela tinha de dinheiro guardado (o que me deixou orgulhosa) e nem quanto ela queria juntar para a comprar. Mas fiz uma simulação rápida e chegamos a alguns números:

– Suponhamos que ela tenha R$ 20 mil guardados e queira juntar mais R$ 20 mil para dar de entrada no apartamento. Esta é a meta: o sonho a ser realizado.

– Depois da meta estabelecida, expliquei que é preciso definir o prazo para atingir esta meta e traçar a estratégia para chegar lá. Assim, se ela quer comprar um apartamento em 2020, ou seja daqui dois anos, ela terá 24 meses para guardar R$ 20 mil. Desta forma, ela vai precisar guardar R$ 834,00 por mês até lá.

– Sugeri que ela defina esse valor como se fosse uma conta a pagar. E, para não correr o risco de não depositar em algum mês, colocar na transferência automática.

Mas é preciso ter disciplina e organização. Orientei também a baixar a planilha de planejamento financeiro para que ela consiga enxergar todas as suas despesas e, assim, encontrar meios para reduzir e cortar pequenos gastos supérfluos.

Precisa estabelecer prioridades. Você pode até colocar no cartão de crédito ou no talão de cheques, bilhetes com a seguinte mensagem: “Antes de gastar, lembre-se do apartamento que você quer comprar”. Vai ficar uma forma lúdica de encarar este desafio e, por conta disso, mais fácil de cumpri-lo.

Vai dar certo, Tata! No final da conversa ela agradeceu e deixou uma mensagem carinhosa “Que o seu dinheiro multiplique sempre”. Uia, legal! Amém, pra todos NÓS! Eu, ela e vocês, meus queridos, que estão aqui, todos os dias, acompanhando, torcendo e participando comigo desta contagem regressiva que está chegando ao fim, com a graça de Deus. 😉

Amanhã começa a 15ª edição da Feira do Imóvel, Construção, Condomínios, Arquitetura e Decoração (FEICCAD), em Jundiaí/SP. Uma oportunidade para a Tata ou para qualquer outra pessoa que esteja em busca de realizar o sonho de morar bem. A foto é do empreendimento “Altos da Samuel Martins”, da Construtora Santa Angela, que estará em exposição na Feiccad.

Hábitos de consumo: em qual tipo você se encaixa?

Dia 313/365:

Quando eu comprava… hehehe (parece coisa de quem nunca mais vai fazer isso né?). Por causa do ‘Obrigada, estou apenas olhando’, as conversas sobre compras são sempre no passado mesmo, mas isso não é ruim e nem me dói falar desta forma, agora até acho engraçado.

Então, quando eu comprava, principalmente, roupas, bolsas e sapatos, era a beleza da peças que me encantava. Mesmo porque roupas, bolsas e sapatos tem que ser amor à primeira vista né? Ninguém compra algo que olha e não gosta e depois olha de novo e passa a gostar.

A moda também é outra coisa relativa. Às vezes entrava numa loja de sapatos, principalmente, e quando era abordada pela vendedora dizia: estou olhando pra ver se me apaixono por alguma coisa. Ou seja, discurso de quem tá comprando não por impulso, porque eu estava pesquisando, mas sem necessidade hehehe Eu fazia muito isso! Nossa, que vergonha heheh

De acordo com a Pesquisa Comportamento de Consumo SPC Brasil, há vários tipos de consumidor. Vou destacar três que mais me chamaram a atenção. Há pessoas que se enxergam nos produtos que compram. O vestido novo, a blusa, o sapato… Eu também era assim, fazia parte desta estatística heheh Este grupo vamos chamar de A.

Há consumidores que compram por influência, de amigos, pessoas próximas ou da publicidade. Sigo alguns perfis no Instagram de moda (eu adoro, podem me julgar hehehe). Mas são dicas de moda, não de venda. Fico babando nos looks, nas modelos altas (tenho 1m58) de pernas compridas e finas hehehe. Mas aí, vez ou outra, aparece um perfil de loja querendo me seguir. Recuso todos! Esses são pura tentação e não precisamos disso, não é? Este grupo vamos chamar de B.

E existem aqueles que compram por status. Em busca de prestígio, as pessoas compram para ostentar: carro novo, último modelo de celular e por aí vai. Acho que de todas as compras, essa é a mais perigosa. A pessoa não está comprando pra ela, mas sim, para os outros. A chance de se endividar aqui é muito maior. Então, cuidado! Estes vamos chamar de C.

E você? Em qual grupo se encaixa? Meus amigos, independente do seu perfil de consumidor, o importante é não se endividar para realizar seus sonhos e desejos. Programe suas compras, planeje-se e terá uma vida financeira tranquila e feliz! Eu garanto! E que Deus continue NOS abençoando e NOS protegendo, sempre, em todos os momentos. 😉

 

Inadimplência aumenta entre idosos/aposentados

Dia 312/365:

O ‘Obrigada, estou apenas olhando’ teve acesso ao novo estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) que estima que o país fechou o primeiro semestre com 63,6 milhões de inadimplentes.

E você não vai acreditar, mas o volume maior de inadimplentes está na faixa etária dos 65 aos 84 anos. Espero, do fundo do coração, que não sejam as dívidas que os filhos/netos fazem em nome dos pais e avós. A gente já alertou isso aqui, você se lembra? Idosos emprestam seu nome para filhos e netos que acabam não honrando os pagamentos e endividando os familiares.

Não peça dinheiro emprestado no nome dos seus pais/avós. A gente sabe que eles têm a vantagem de fazer empréstimo consignado diretamente na aposentadoria, mas não vá deixá-los pagando a dívida por você.  Não coloque outra pessoa no sufoco para sair do seu. Os aposentados podem estar sofrendo com a inadimplência por não sobrar dinheiro para eles, uma vez que as parcelas do empréstimo são debitadas no benefício que eles recebem. Resultado? Ele está recebendo menos, o que já era bem pouco.

O estudo do SPC Brasil apontou ainda que cada inadimplente brasileiro tem em média duas dívidas em aberto, ou seja, são mais de 127 milhões de contas atrasadas. Gente, isso é muito ruim para as pessoas e para o país. E, as pendências que mais cresceram em junho foram as contraídas em instituições financeiras (empréstimos/cartão de crédito).

Os resultados desta pesquisa vão contra tudo que a gente vem pregando aqui, não é? Pagar as contas em dia (para evitar multas, juros e o nome negativado), pagar o valor integral da fatura do cartão de crédito e fugir dos empréstimos bancários por conta dos juros.

O SPC Brasil credita esta situação à lenta recuperação da economia. E, de acordo com dados apurados, o volume de consumidores com contas em atraso e registrados em cadastros de devedores acelerou no último mês de junho, ao crescer 4,07% na comparação com o mesmo período do ano passado. Trata-se da nona alta consecutiva na série histórica do indicador.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o ano de 2018 vem frustrando as expectativas de que haveria uma consolidação no processo de retomada econômica, inclusive com reflexos positivos na vida dos consumidores. “Embora os juros estejam menores e a inflação dentro da meta, o desemprego ainda é elevado e acaba reduzindo a capacidade de pagamento das famílias. A recuperação está mais lenta do que o esperado e as projeções mostram que teremos um segundo semestre ainda difícil para as finanças do brasileiro”, analisa o presidente.

A boa notícia (a gente sempre tem que ver o lado bom em tudo, não é?), a inadimplência diminuiu -23,31% entre os jovens na faixa dos 18 a 24 anos. Na faixa dos 25 aos 29 anos, a queda foi de -5,28%.

Fica aqui a minha torcida para que os seguidores do ‘Obrigada, estou apenas olhando’ não façam parte das estatísticas. Já passei por isso e sei que não é fácil dormir, trabalhar, cuidar da família e administrar uma cabeça cheia de preocupação por conta de dívidas que não consegue pagar. E o meu apelo para que você não endivide outras pessoas para resolver os seus problemas.

Mas desejo que se você estiver nesta situação, consiga sair o mais rápido possível. Quero que você sinta a sensação de receber o salário, pagar suas despesas e conseguir guardar dinheiro. Ter planejamento financeiro não é frescura é bem-estar, é qualidade de vida.

Que Deus continue NOS abençoando e NOS mostrando os melhores caminhos, NOS inspirando para não entrarmos em dívidas e NOS protegendo de todo o mal. 😉

Três pares de sapato e duas bolsas: R$ 115,00

Dia 311/365:

Não, não comprei nada! Não cedi à tentação e nem quebrei o meu compromisso com o “Obrigada, estou apenas olhando”.

Há 15 dias fiz uma arrumação no guarda-roupas e encontrei roupas, sapatos e bolsas para doar, para consertar e para peças para jogar fora.

E qual foi a minha tristeza quando liguei no sapateiro e ele disse que uma bolsa que gostava muito não tinha conserto? Uma bolsa verde, linda, que havia ganhado num bingo hehehe Ela estava com o couro fake esfarelando. Diagnóstico: lixo!

Separei tudo que ia pro sapateiro: duas bolsas, três pares de sapato, que, por conta de precisarem de ajustes não os estava usando mais.

Ao sapateiro ajustou os botões da bolsa marrom; trocou o cabo da bolsa vermelha (que também estava esfarelando); trocou a borrachinha do saltos do sapato preto; fez um reforço no scarpin branco e cortou o salto da sandália vermelha. E tudo por R$ 115,00.

Uau! Resultado: mais três opções de sapato prontos para usar e duas bolsas! E você? Quando um produto quebra, rasga, você joga fora ou leva para arrumar? As lojas de consertos são importantes formas de economizar.

Até panelas já consertei: tem um senhor que passa aqui pelo meu bairro pelo menos uma vez a cada dois meses consertando panelas, trocando cabos ou se oferecendo pra trocar a borracha da panela de pressão.

A nossa tendência quando algo quebra é encostar o objeto e comprar um novo. Mas, mandar consertar e continuar usando é uma forma de economizar, ou seja, fará bem para o bolso e para o meio ambiente.

Da próxima vez que pensar em comprar algo, dê uma olhadinha no seu armário: eu garanto que vai encontrar algo que só precise de um ajuste para voltar a ser usado.

Economize por você, pelo seu bolso e pelo meio ambiente. Vamos cuidar deste planeta tão lindo que Deus NOS emprestou para morar! 😉

Não deixe que as dores da vida definam sua forma de usar o dinheiro

Dia 310/365:

Prepare-se porque o “Obrigada, estou apenas olhando” vai continuar com as perguntas que fazem refletir.  As perguntas são do outro livro do Tiago Brunet, “Dinheiro é emocional”.

Mas o que me chama a atenção nesse livro é a relação com a saúde emocional da pessoa endividada. A liberdade emocional, segundo Brunet, está intimamente ligada à prosperidade financeira.

E liberdade emocional ele descreve como frutos do Espírito Santo: domínio próprio (sobre a sua própria vontade), mansidão (brandura na maneira de agir, de se expressar), paciência, amor, alegria, bondade e fé.

Agora vocês entendem porque sempre falei de fé aqui no “Obrigada, estou apenas olhando”, porque é a fé que tinha que cumprir este propósito iria ajudar a minha vida financeira. E tem ajudado.

Dominar a vontade de gastar, de comprar, de abarrotar o meu guarda-roupas de coisas e mais coisas foi o ponto alto deste desafio. Os primeiros três meses foram os mais difíceis. Como se estivesse me desintoxicando.

Os outros sentimentos: mansidão, paciência, amor, alegria e bondade estão no mesmo balaio. O da empatia. A partir do momento que você se colocar no lugar do outro vai sentir e expressar todos esses sentimentos. A partir do momento em que você trata o outro como gostaria de ser tratado, dar amor, falar com ternura, agir com paciência, viver com alegria e ser bom fará parte do seu dia a dia.

Sei que existem pessoas que não gostam de mim. E, às vezes, parece que quanto mais tento ser gentil, educado e solícito, mais as irrita. Uma amiga, a Ana, uma vez me disse que somos espelhos. E o que irrita a outra pessoa não é o fato de você estar tentando ser gentil com ela, mas o fato de ela enxergar na sua atitude algo que ela nunca vai conseguir alcançar. Faz sentido, mas não é por isso que vou parar.

O caminho? Continuar dando amor. Se a sua saúde financeira, depende do seu equilíbrio emocional, faça a sua parte! O resto vem. Eu posso garantir. Brunet ainda deixa um último conselho neste livro que vou transcrever (ele fala de Deus o tempo todo, nisso, graças ao NOSSO PAI, somos parecidos), com a certeza de que todo mundo deveria ler esse livro. Quem quiser, eu empresto!

“Quem tem inteligência emocional e espiritual, sabe que Deus escolhe administradores de suas riquezas aqui na terra. Quem guarda o coração, não permite que as dores da vida definam sua forma de ver e gastar dinheiro”, Tiago Brunet. (Glória a Deus, eu creio!)

Aproveite as perguntas para refletir um pouco mais nesta relação conturbada da emoção com o dinheiro. 😉

  1. As frustrações do passado influenciam o seu presente/futuro financeiro?
  2. Você serve ao dinheiro ou ele serve a você?
  3. O dinheiro compra alguma necessidade da alma?
  4. Você sabia que crise não é só falta de algo, mas excesso também?