Organizando as finanças a dois

Dia 146/365:

Mais uma encomenda ao ‘Obrigada, estou apenas olhando’ chegou pelo Facebook.: um seguidor preocupado com as finanças do casal. Imagino que mais casais tenham essa dúvida. Quando o assunto é vida a dois, diálogo, respeito e transparência têm que caminhar de mãos dadas, seja qual for a área do relacionamento.

Recentemente, o  Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgou uma pesquisa sobre finanças do casal. Os resultados apontaram que apenas 39% dos entrevistados sabiam quanto o cônjuge ganhava. E aí podem começar os problemas: se o casal não conversa sobre isso, podem estar vivendo um estilo de vida que não condiz com a realidade financeira dos dois.

As conversas sobre as finanças do casal devem ser bem honestas em relação à situação monetária da família e às preocupações com o futuro, aquilo que vocês desejam alcançar e em quanto tempo.  Definam um projeto de vida juntos e entrem em sintonia para alcançar cada meta.

Sobre receitas e despesas, é importante que cada um saiba exatamente quanto o outro ganha e quais as despesas de cada um.  Quando surge a dúvida, quem vai pagar o quê, vocês precisam sentar e conversar.

Como sou solteira, recorri ao livro do Gustavo Cerbasi, “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” (Editora Gente, 2004). Lá ele  ensina como casais apaixonados podem morar sob o mesmo teto sem desgastar a relação por causa de dinheiro (ou pela falta dele). Um dos alertas do autor é sobre a competição sobre quem ganha quanto ou quem paga o quê pode trazer consequências sérias para o relacionamento. Agindo desta forma, com o passar do tempo, alerta Cerbasi no livro, um dos dois pode se tornar uma pessoa frustrada por não conseguir acompanhar o ritmo do outro.

Quem está começando a aventura a dois e não sabe como administrar esse assunto, Cerbasi aconselha  a estabelecer prazos para que o casal assuma níveis crescentes de união financeira. “Nos primeiros doze meses de união, todas as contas comuns são divididas meio a meio e o casal contribui igualmente para um fundo de escolhas (como férias, presentes a amigos e decoração da casa)”, sugere.

Decidam juntos sobre o orçamento e as despesas: decidir juntos, por exemplo, quanto gastar nas contas de consumo (como água, luz, telefone e gás) e quais outros serviços serão adquiridos (como internet, academia, faxineiros etc.), impede que haja frustrações quanto a um padrão de vida irreal ou desentendimentos quanto a gastos supérfluos. Ainda, é preciso colocar em uma planilha todos os custos fixos do casal, como impostos, aluguel, condomínio ou prestações adquiridas, para que haja um melhor controle sobre o orçamento disponível para as compras mensais.

Façam uma reserva financeira: é impossível prever todos os percalços que podem aparecer. Ainda mais quando compartilha-se a vida com alguém — a probabilidade dobra. Portanto, é importantíssimo que haja uma reserva para qualquer problema que, no futuro, represente gastos ou queda no orçamento do casal.

Separem parte da receita para passeios e compras: parte da minha receita é separada para cinema, almoço e outros passeios. Como não posso comprar bolsas, roupas, sapatos e afins, então separei um valor menor para esses mimos. Mas para o casal, é possível separar uma parte da receita para fazerem juntos o que gostam. A partir do momento em que vocês estão gerindo a renda familiar juntos, fica fácil decidir, com diálogo e transparência, quanto vai para o quê.

Importante, como disse no início, é ser o mais honesto possível com seu cônjuge sobre o assunto. Desta forma, um não correrá o risco de se endividar para fazer as vontades do outro e vice-versa. Além do que viverão de acordo com o padrão de vida condizente com a realidade financeira dos dois.

Este foi um dos temas mais difíceis de escrever. Mas acho que consegui hehehe E que o Deus que uniu o casal ajude-os a lidar com o dia a dia de maneira honesta, saudável e com amor. Respeito e carinho são fundamentais para manter um relacionamento saudável. Que Ele NOS ajude também a NOS mantermos firmes no caminho de poupar e buscar uma vida mais equilibrada e uma relação mais tranquila com as finanças. 😉

 

 

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