Admitindo para mim mesma

Dia 326/365:

A valorização do TER em relação ao SER bagunçou um pouco o que é importante para as pessoas. As pessoas supervalorizam o que elas têm a ponto de misturarem os significados do que é essencial e o do que é supérfluo. E, por conta do que ouvi hoje, vamos conversar um pouco sobre isso com o ‘Obrigada, estou apenas olhando’.  Mas também trago mais verdades sobre mim, agora, perto do fim…

No Dicionário Houaiss, encontramos que a palavra Essencial é algo necessário, indispensável, ou seja, você precisa comprar. Neste quesito podemos encaixar alimentação, transporte, as despesas mensais da casa, aluguel… Estes são gastos essenciais.

Já a palavra Supérfluo, no dicionário, aparece como algo que ultrapassa a necessidade, ou seja, é mais do que se necessita. A sociedade atual bagunçou um pouco os conceitos e começou a ditar padrões e comportamentos que valorizam o que é supérfluo para enaltecer as pessoas pelo TER.

“Eu compro mesmo. Depois eu vejo o que faço”. Ouvi esta frase hoje enquanto estava no supermercado. Duas moças conversavam sobre novos modelos de celular. Enquanto uma dizia que não precisava de um novo aparelho, a outra tentava convencê-la para comprar o modelo que ela tinha adquirido no fim de semana.

Enquanto mostrava todas as funcionalidades do novo aparelho, anunciou que parcelou o ‘brinquedinho’ em 12 vezes. Ela errou. Várias vezes! Errou ao comprar algo que não precisava (pois o aparelho que ela tinha não estava quebrado, nem nada). Errou por não se planejar para a compra (isso ficou claro quando ela disse: ‘depois vejo o que faço’). Errou ao tentar convencer a amiga a comprar também.

Aí pesquisando sobre compras supérfluas no site do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), descobri que 59% dos entrevistados ficam inadimplentes depois de comprar coisas que não precisavam. Os números, de uma pesquisa de comportamento do consumidor, apontou que 62% dos entrevistados sentem um prazer inexplicável quando compram. Era assim que eu me sentia. Essa farra eu fazia na Renner. Na semana passada entrei na loja, andei entre as araras e não me encantei por nada. Não sei se por não poder comprar ou se as roupas perderam a graça.

Talvez, a alegria que sentia em comprar é que já não existe mais… Nestes meses todos, venho pedindo a Deus que tirasse essa ânsia de gastar comprando coisas que, muitas vezes, não precisava. Era um vício? Acredito que sim. E dói admitir isso, mas é preciso. Mostrar uma fraqueza pode ajudar outras pessoas a se enxergarem nesta situação. Na verdade – e sempre que falo disso, me lembro da Pashya – somos espelhos um do outro.

Por isso, peço a Deus também que você enxergue na minha história e no NOSSO blog atitudes e hábitos que podem estar contaminando a sua vida financeira. Seja feliz!  😉

 

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.