Confissões de um guarda-roupa

Oi, pessoal, tudo bem? Hoje compartilho aqui o texto leve e divertido da Denise Maria Dalle Laste Da Ré, uma escritora de Bento Gonçalves/RS,  que, pesquisando sobre guarda-roupas abarrotados, encontrou o nosso ‘Obrigada, estou apenas olhando’.

Que Deus continue NOS abençoando para encontrarmos boas oportunidades de leitura e aprendizado. Que continuemos compartilhando os textos uns dos outros para que possa atingir o maior número de pessoas, inspirá-las, orientá-las e transformá-las. Que Deus nos ajude! 😉

Nestes tempos bicudos em que as palavras podem servir de Cavalo de Troia e deflagrar uma guerra, pisa-se em ovos. As pessoas estão com os nervos à flor da pele. Uma frase mal dita torna-se definitivamente maldita, e seu autor é execrado. Por isso é difícil achar, nas redes sociais, algo light que seja ao mesmo tempo engraçado e verdadeiro; singelo sem ser carola; que extraia o humor de situações cotidianas e não se preste a duplas interpretações. 

É raro, mas achei. Passando os olhos pelo face, com o cuidado de não curtir nem minha própria sombra, vi um gráfico que revela de um jeito bem espirituoso o interior do guarda-roupa feminino que, mesmo abarrotado, oferece poucas opções. Pesquisei e descobri que havia um texto atrás disso, cuja autora é a jornalista e blogueira Cíntia Souza, com quem tive o prazer de conversar. Virtualmente, é claro!

A minha identificação com o tema foi imediata. Acredito que grande parte da ala feminina se enquadra nisso pelos motivos que… Melhor ele mesmo contar. Ele que é meu cúmplice e que está sempre de portas abertas para receber mais e mais peças. Ele, que sabe ser imparcial e sincero.

Fala, amigo de todas as horas! Conta as peripécias e (in)consequências desta que (não) te ouve! Solta o grito preso na madeira! A palavra é tua, meu guarda-roupa!

“Bom, confesso que estou de saco cheio. Sem perspectiva, sem objetivo. Dizem que a felicidade está dentro da gente, mas aqui mal posso respirar. Além disso, a escuridão e restos de inverno não me fazem bem. Se você me abre, para que a luz invada e ilumine meu interior, adivinha quem corre para cá! Aquele au-au peludo e fedido, que se deita sobre esta overdose de inutilidades”.

“Pronto. Falei. Estou mesmo atulhado de peças sem noção. Quarenta por cento do meu espaço foram invadidos pelas modelagens baratas, que não combinam, e, por isso, não são usáveis. Então me pergunto: que compulsão é essa diante de OFF SALE?”

“Vinte por cento do meu diâmetro preservam roupas com o manequim de dez anos atrás. Sei que você espera que as dietas iniciadas na segunda e terminadas na terça façam milagres, mas não exagera, tá?!”

“Outros vinte por cento foram tomados por vestuários que precisam de um remake, de uma customização, de uma releitura…”

“Em quinze por cento do meu espaço, jazem roupas cansadas de guerra ou que apostam nos ciclos da moda para retornar à cena.”

“E apenas cinco por cento dos meus cabides – CINCO POR CENTO – realmente cumprem com sua função.”

“E então, me diga, é este o armário que você quer para o futuro?!”

Ops! Qualquer semelhança é mera coincidência…

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