Como economizar com os filhos pequenos

E o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ segue fazendo escola e orientando as amigas. Dia desses (não, já faz algum tempo que ela me pediu), a Fabiana veio me pedir ajuda. Conheci a Fabiana e o Renan, seu esposo, quando estava fazendo uma matéria sobre compra de apartamento e eles foram os felizardos que estavam comemorando o sonho da casa própria.

Hoje, eles têm uma linda bebezinha em casa. Fabiana veio me confidenciar que não sabe como dizer não para si mesma quando o assunto são presentes para a pequena. Se você também é do tipo que tudo que vê quer comprar para os filhos, essa matéria pode te ajudar.

Com ou sem filhos, não é fácil fazer com que o dinheiro dure até ao fim do mês. Mas com crianças em casa, os imprevistos podem acontecer com mais frequência. Mas é possível vencer este desafio. Pesquisando sobre o assunto mães e filhos, descobri uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) que aponta que seis em cada dez mulheres (64,4%) não resistem aos apelos dos filhos quando eles pedem brinquedos, roupas e doces.

Sempre fico encantada em poder ajudar as pessoas que me procuram,  mas senti dificuldade na hora de escrever. Tenho um ‘filho’ peludinho e de quatro patas: seu nome? Harry Potter. Mas como desafio lançado é desafio cumprido, saí à caça de amigas com filhos e conversei com a Luciana Sanfins, jornalista, repórter do São Paulo para Crianças e sócia da Nós Filmes.

Ela explicou que o pequeno João, de apenas dois anos, está no caminho para se tornar um adulto consciente do que pode e não pode. “Ele pede pouca coisa, mas quando pode e, se não podemos comprar (seja por falta de $$, por não haver necessidade ou qualquer outro motivo) explicamos para ele e beleza. Na maioria das vezes ele entende: faz parte do aprendizado, imagino que quando ele for mais velho, irá pedir mais. Mas a nossa postura será a mesma”, completa.

Apesar de conscientes a Lu e o marido, Ivens, viram as contas aumentar e, muito, por causa do João. Acredito que isso também esteja acontecendo com a Fabiana e o Renan: gastos com farmácia, comida, leite, roupas, calçados, material escolar… “Fizemos um planejamento – não de longo prazo – mas tivemos que revê-lo, reduzimos plano de celular, tv e telefone, internet, cancelamos cartões de crédito, até fizemos um empréstimo para pagar contas atrasadas e alguns planos foram adiados, como uma pós-graduação”, enumera as mudanças no dia a dia da família.

Esta é uma boa opção, gente, rever os gastos: olhar onde pode reduzir e até o que pode cortar para viver com mais tranquilidade. “Todos os meses temos que ‘se virar nos 30’ para dar conta de pagar todas as contas”, brinca, lembrando que quando o assunto são fraldas, qualquer planejamento financeiro vai para o espaço.

Comentei com a Luciana sobre a pesquisa do SPC Brasil que aponta que muitas vezes, nem é necessário que os filhos peçam o presente para recebê-lo: 59,6% das mães compram produtos que não são necessários para os filhos apenas pelo prazer de vê-los usarem coisas que gostam. Para ela, não é uma opção saudável para a criança (e nem para os pais, vamos combinar, né gente? Quem aguenta comprar tudo que vê pela frente: comprar é legal, pagar que fica difícil depois heheh)

O perigo para a criança, alertou Luciana, é o fato dela entender que sempre terá tudo que quiser, que tudo é fácil e pior, pode não valorizar suas próprias conquistas. “A dica que eu daria é: seja 90% racional (analise se há necessidade de comprar e se o $$ está dentro do orçamento) e 10% emocional (podemos agradar e dar mimos aos filhos, claro, mas isso precisa ser moderado) ❤ E sempre explicar o porquê deu ou não deu para ele entender como as coisas são na vida”, aconselha. O coraçãozinho foi ela que colocou na resposta que me enviou via WhatsApp. Achei fofo!

Apesar de já saber pedir, João não faz chantagem. “Pelo menos ainda não (hehehe). Às vezes chora um pouco, mas passa. Só precisamos explicar a ele, quando é não, de uma maneira que ele entenda. Seja sincera e não queira enganar a criança. Assim os pais começam a criar uma relação de confiança e respeito desde cedo”, comenta. Ah, ela jura que só até agora só comprou algumas roupas estilosinhas pra ele, porque gostou e uma guitarra. Sim, guitarra. Ela gosta e ele começou a demonstrar interesse… Legal né?

Então vamos rever as dicas da Luciana:

  • Reveja seus gastos: reduza planos de telefone, internet, tv a cabo, celular…
  • Corte os cartões de crédito, fica mais fácil fazer planejamento com o dinheiro que está na sua mão e não aquele do cartão de crédito. Lembre-se, os limites do cartão e do cheque especial não é um dinheiro seu e o banco cobra juros altíssimos por isso
  • Diga não quando não puder e explique para os filhos de uma maneira que eles entendam: seja sincera e crie uma relação de respeito
  • Seja 90% racional (afinal, você é o adulto) e 10% emocional: imagino que não deva ser fácil, mas é possível e, no final, seu filho vai agradecer, quando se der conta de que aprendeu e se tornou uma adulto consciente
  • Cuidado com as fraldas, segundo a Luciana, o planejamento financeiro vai para o espaço hehehe

Que Deus possa orientar a sua vida, com ou sem filhos. Quando se sentir perdida, peça a ajuda dEle. Tenho certeza de que Ele terá o maior prazer em responder às suas dúvidas e orações. Abençoe sua casa, todos os dias, seu marido e seus filhos. Crie um ambiente tranquilo, harmonioso e feliz, transforme a sua casa num lar. Seja feliz! Seja próspero! 😉

 

 

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