Cuidado com as novas regras do cheque especial

Dia 221/365:

Hoje, o post é de alerta sobre um das mais caras modalidades de crédito no Brasil: o cheque especial e o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ já alertou aqui sobre os perigos do cheque especial que tem a maior taxa de juros ao ano. Só pra você ter uma ideia, em fevereiro, a taxa média chegou a 324,1% ao ano.

Na semana passada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou as mudanças nas regras do cheque especial. O nosso alerta é para que você fique atento e não se endivide ainda mais.

As novas regras foram aprovadas por todos os bancos e passam a valer a partir de 1º de julho. A gente já falou aqui que o dinheiro do cheque especial não é seu. Tem gente que usa como dinheiro em conta e vai aproveitando como se fizesse parte do seu saldo bancário, durante o mês todo. Está errado! Para estes ‘espertinhos’, o banco vai, a partir de julho, oferecer um financiamento pessoal mais barato como alternativa para liquidar o limite utilizado.

De onde veio essa ideia? O governo já vinha sinalizando a possibilidade de adotar medidas para forçar a queda dos juros do cheque especial (já era tempo, não) como aconteceu com o cartão de crédito. As mudanças, segundo a Febraban, vão no sentido de orientar o consumidor sobre o uso adequado de produtos e serviços bancários. O que eles estão fazendo é forçando você a entender que este dinheiro não é seu.

Mas, por outro lado, a federação está com medo de que o camarada que não conhece sua situação financeira adquira o financiamento num mês e no mês seguinte use o cheque especial de novo. E isso não é difícil de acontecer, hein. Se sem o financiamento para pagar, a pessoa já usava o cheque especial, imagina com uma conta a mais para pagar?

Superendividamento – Já ouviu esta expressão? Esse é o risco que os consumidores que não têm controle de suas finanças correm a partir de agora. Suponhamos que o correntista tenha 4 mil de limite de cheque especial e utiliza o limite ao longo do mês. O banco vai cobrar esse dinheiro e mais os juros. Quando você usa o limite do cheque especial a sua dívida com o banco vira uma bola de neve que só vai crescendo. Suponhamos também que em três meses, você não conseguiu pagar a dívida e pede um financiamento no banco para quitá-la.

Se você não conseguir pagar, a dívida com o cheque especial só vai aumentando e agora, você tem também um financiamento para honrar. Se continuar usando o limite para, por exemplo pagar as parcelas do financiamento, com os juros do cheque especial em mais de 300% ao ano, em um ano, a sua dívida que era de 4 mil passa para 40 mil. Estes números são reais e estou usando aqui para te assustar mesmo e não entrar nessa de usar o limite do cheque especial. Repito: ESSE DINHEIRO NÃO É SEU!

O Superendividamento é o nome que se dá para a pessoa que tem mais de 50% de sua renda comprometida com débitos. Normalmente essas pessoas têm mais de um financiamento e quando o salário “cai” na sua conta, o banco vai lá e ‘come’ tudo, literalmente.

Campanha do Sapo – 

A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) lançou em março a campanha “Chega de engolir sapo” contra os altos juros dos bancos. Eles usam um exemplo bem fácil para entender como funciona de maneira desproporcional com que os bancos cobram os juros:

“Se uma pessoa tivesse ido a um banco para depositar R$ 100,00 na caderneta de poupança há dez anos, teria hoje na conta R$ 198,03. Se essa mesma pessoa tivesse usado o MESMO VALOR DE R$ 100,00, no cheque especial, na mesma data, teria hoje, no mesmo banco, uma dívida de R$ 4.394.136,97!! (QUATRO MILHÕES, TREZENTOS E NOVENTA E QUATRO MIL, CENTO E TRINTA E SEIS REAIS E NOVENTA E SETE CENTAVOS)”

Absurdo né, gente? Por isso é importante não nos deixarmos levar pelo dinheiro do cheque especial que está lá como alternativa para ser utilizado. Cuidado! O banco não deixou esse dinheiro lá porque ele é bonzinho. Ele deixou esse dinheiro lá, à sua disposição, por conta destes valores aí em cima. Não caia nessa!

Até eu fiquei assustada com tudo isso. Não dá mesmo para termos um país melhor se as pessoas estão endividadas. E a solução para isso não é ganhar mais hein. Em nenhum momento eu falei que você precisa ganhar mais, você precisa gastar menos do que ganha. Aprender a dar valor para o dinheiro, aprender a conversar com a sua família sobre isso: saber, exatamente qual é a receita familiar e planejar os gastos.

Que Deus NOS ajude e NOS afaste de mais esta armadilha. Ele não quer que nos endividemos, ele quer que tenhamos uma vida próspera. E você já entendeu isso né? Que Ele continue NOS abençoando e NOS protegendo. E até puxando a NOSSA orelha se entrarmos no cheque especial. Seja em Deus 😉

Diga não ao título de capitalização!

Dia 22/365:

Quem nunca recebeu a proposta do seu gerente do banco ou do telemarketing para fazer um título de capitalização que atire a primeira pedra. Todo mundo né? No meu caso foi pior ainda, eu procurei o banco para fazer o tal título.

Acreditando que estava fazendo a coisa certa, fiz isso em março deste ano, por 24 meses… Ai, Jesus amado, se eu tivesse participado deste curso de Reeducação Financeira antes, teria evitado perder dinheiro.

Aí você lê isso e se pergunta? Perder dinheiro? Mas título de capitalização não é investimento? E eu respondo: NÃO! Quer dizer, só se for pro banco! Sim, meus amigos, comprando títulos de capitalização você está perdendo dinheiro!

Quando seu gerente te oferecer alguma modalidade de investimento como planos de previdência e títulos de capitalização, não aceite. Procure informações sobre outros investimentos e não acredite fielmente no que diz o seu gerente. Lembre-se, ele é gerente do banco e não seu! Ele trabalha para o banco e não para você! Então, meus queridos e minhas queridas, ele vai oferece pra você o que beneficia o banco!

Diga não aos títulos de capitalização.De acordo com Pedro Braggio, educador financeiro, ao comprar um título por R$ 100,00 mensais, por exemplo, o banco vai debitar este valor da sua conta por, pelo menos, dois anos. “Sai R$ 100,00 da sua conta, mas o rendimento não é sobre este montante. Deste valor, uma porcentagem vai para um fundo que o banco utiliza para fazer os sorteios para todos os clientes”, explica. “O seu rendimento será sobre o que sobrou”, anuncia.

Como a gente sabe de nada, né? E pensar que quando o gerente explica que poderemos participar de sorteios, você pensa (uau!) como o banco é bonzinho. Bonzinho uma ova! Se você for sorteado (alguém conhece alguma pessoa que já tenha sido sorteada?) sorte sua! Se não for, tá perdendo dinheiro sim!

Ontem, liguei para o banco e cancelei os meus títulos (sim, eu tinha dois!). Pedro explicou que este mesmo valor que eu depositava, posso continuar fazendo diretamente para a minha poupança. “Vai render mais. Aquele montante deixa lá até poder resgatar e, quando resgatá-lo, você usa para rechear o seu colchão financeiro”, aconselhou, quando liguei desesperada para saber o que eu fazia, pois, o banco não autorizou o resgaste, somente o cancelamento.

E vamos que vamos. A gente vai vivendo e aprendendo e que Deus NOS ajude a aprender cada vez mais!