Consumo consciente: 55% dos entrevistados vão esperar as coisas piorarem

E no Dia do Consumo Consciente, o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ teve acesso a uma nova pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) que revelou (pasmem!) que APENAS 31% dos brasileiros são consumidores conscientes.

O Dia do Consumo Consciente foi instituído pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em 2009, para despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados pelos padrões de produção e consumo excessivos.

Embora 98% dos cidadãos considerarem importante adotar melhores hábitos de consumo, pouca gente está a fim de fazer algo de relevante no seu dia a dia. A pesquisa foi realizada em todas as capitais do país. E, para amenizar a própria situação, a maioria dos brasileiros (55%) se considera um ‘consumidor em transição’.

Oi? Como é que é? Consumidor em transição? É aquela pessoa que sabe o que precisa fazer mas não faz? heheh De acordo com o estudo, as pessoas enxergam o consumo consciente como um fator que pode fazer diferença na qualidade de vida, essa preocupação nem sempre se traduz em ações concretas.

De acordo com a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawaut, o consumo consciente deve ser uma prática contínua. “Muita gente entende a importância de transformar boas intenções em bons hábitos, mas só toma alguma atitude quando a conta fica cara. E não basta ter um esforço de conscientização apenas em situações críticas. Essa prática deve ser contínua, além de estar claro que a escassez de recursos é uma realidade bem próxima”, reforça.

Não espere as coisas ficarem piores para agir. Não faça como mais da metade dos entrevistados (55%) que pensa em praticar o consumo consciente somente daqui a alguns anos, quando os problemas mais graves atingirem o meio ambiente. É assustador ler uma coisa dessas num resultado de pesquisa, não é pessoal?

O que posso fazer?

  • Pesquise preços e produtos similares e compre à vista: comprando à vista, você vai se controlar com a quantidade, por exemplo;
  • Planeje as compras em feiras e supermercados de acordo com o cardápio da semana: assim você evita o desperdício com alimentos que acabam se estragando;
  • Evite recorrer ao cheque especial ou ao limite do cartão de crédito para conseguir fechar as contas do mês: o ideal é planejar as suas despesas de acordo com a sua receita;
  • Ao invés de comprar, busque a reutilização, a troca, o aluguel, o conserto ou meios que não envolvam, exclusivamente, a decisão de jogar fora e comprar um novo bem;

Dentro de casa:

  • Consumo racional da água: banhos mais rápidos, utilizar a água da máquina para lavar o quintal, torneiras fechadas para lavar a louça ou escovar os dentes, por exemplo;
  • Não lave quintal ou calçada com a mangueira;
  • Apague as luzes dos cômodos vazios, junte uma quantidade de roupas para passar tudo de uma vez;

Se quiser saber como está a sua percepção sobre o assunto, clique aqui e acesse um teste do SPC Brasil.

Precisamos ter a consciência de que estamos por aqui de passagem. E, por conta disso, devemos fazer o nosso melhor, para garantir condições de vida para as próximas gerações. Que Deus NOS oriente, inspire e coloque oportunidades no nosso dia a dia para fazermos o que é certo! Seja consciente! Seja feliz! 😉

 

 

A liberdade de dizer não!

As compras estão liberadas desde o dia 8 de setembro, mas os aprendizados com o “Obrigada, estou apenas olhando” pulsam no meu dia a dia e espero que no seu também!

Muita gente imaginava que eu fosse começar a comprar e gastar como louca a partir do dia seguinte, ledo engano…

Deles e meu também! Confesso que fiquei com medo num primeiro momento, mas depois me lembrei do Deus que está comigo, me amparando, protegendo e cuidando de mim… Ele não iria me deixar cair novamente depois de tudo que passei e aprendi.

O medo passou e com ele veio a satisfação e o sentimento de liberdade! Sim, liberdade! A melhor das sensações!

Durante um ano deixei de comprar obrigada, por mim mesma, a não fazer isso! Agora, eu posso escolher NÃO comprar! Tenho a liberdade de olhar para roupas, bolsas, sapatos, bijus, que tanto agradam os meus olhos, e dizer NÃO PRECISO!

Poder comprar e escolher não comprar porque não preciso é uma sensação fantástica!

Fiz uma lista de coisas que, depois de um ano, estou precisando, entre elas, uma calça jeans, uma camisa branca, uma saia verde… Mas estou pesquisando o melhor preço, não comprei ainda porque não encontrei o modelo e o preço que quero pagar! Sim, agora sou eu que dito o quanto vou gastar com as compras!

Até agora comprei lingerie (as minhas estavam num estado deplorável) e uma sapatilha (da Moleca, que estava em promoção de 59,90 por 39,90).

Espero, do fundo do coração que você tenha aprendido como eu aprendi! Espero que continue firme, poupando, economizando e gastando somente o necessário! Lembre-se de manter seus sonhos e objetivos na ordem do seu dia, com a certeza de que temos um Deus que cuida de NÓS! 😉

Como eu era antes de você…

Amo este filme! Me lembro muito da minha mãe e isso não me entristece. Pelo contrário, me deixa em paz… Sempre choro, é claro, mas são lágrimas que lavam a alma e acalmam…

O desafio do “Obrigada, estou apenas olhando” acabou, mas, este talvez seria o título de um livro sobre esta experiência…

Como eu era antes de você… Eu era perdulária, sim! Confesso que sempre que passava no shopping para almoçar ou ir ao banco, saía com uma sacola…

O engraçado é que a sensação boa fica com a gente até chegar em casa… heheheh Depois vem a preocupação sobre como pagar e, algumas vezes, você olha para a sacola e de pergunta: porquê fiz isso?

Estou aqui lembrando de quando fazia isso… Realmente é como se passasse um filme pela minha cabeça. Lembro-me que eu NUNCA experimentava as roupas na loja… Talvez fosse para não mudar de ideia e, consequentemente, desistir da compra…

Eu gostava de comprar, do ato da compra, da sensação… E devo confessar que estou vivendo o “é agora?” E, se você está curiosa (o), fique tranquila (o)! Eu não fui às compras!

E não fui, não tive vontade, mas também tive medo… Medo de me descontrolar e, apesar de estar precisando de lingerie, vou esperar mais um pouco…

Esperar para entender todo esse turbilhão de sensações! E, com a graça de Deus, tudo vai se encaixando…. Como eu era antes de você, desafio? Não sei bem! Mas, agora, sou, divertidamente, uma mulher que para, pensa e consegue tomar a melhor decisão, graças a Deus! Seja feliz! Seja financeiramente, consciente! Sinta-se abençoado! 🙏🏻❤️😉

A foto do post mostra a alegria da personagem Louisa Clark ganhando seu presente de aniversário: as enigmáticas meias listradas! Ah as mulheres e sua paixão por roupas… hehehe

Vamos montar um armário cápsula?

Dia 358/365:

Hoje li o post de uma de nossas seguidoras, a Cristiana Souza, do blog Entre Anas e Marias, e fiquei curiosa com o Armário Cápsula e fui pesquisar mais para dar como dica do “Obrigada, estou apenas olhando”. Gostei tanto que vou adotar!

Até mandei uma mensagem pra ela querendo contar a sua história aqui. Sua história de consumo consciente que pelo que li em seu blog se alastrou pela família toda heheh Isso é bom! Isso é muito bom!

Você já ouviu falar de Armário Cápsula? Eu nunca tinha ouvido falar, mas gostei da ideia. Quem aqui já não passou pela experiência de abrir o armário e ter a sensação de que não tem nada para vestir, mas sempre que lava as roupas, descobre que tem muita coisa pra passar hehehe

A sensação de não ter roupas se dá por dois motivos: ou não sabemos combinar o que temos, ou não sabemos tudo que temos dentro do armário. Seja por um motivo ou outro, estamos sempre comprando blusas e mais blusas que não combinam com nada do que já está lá no guarda-roupas.

O conceito Armário Cápsula ou Capsule Wardrobe foi usado pela primeira vez por Susie Faux, na década de 70 e “se tratava de uma coleção de peças básicas e atemporais que, aliadas a peças de estação, deixariam a pessoa sempre bem vestida e atual. Mas o conceito só veio a ficar famoso em 1985, quando a estilista Donna Karan lançou uma coleção de apenas sete peças que se complementavam e colocavam em prática o conceito.

Armário Cápsula é uma técnica que consiste em escolher uma quantidade limitada de peças para vestir durante um tempo determinado, sem comprar nada novo, apenas criando combinações com as peças existentes. Mais ou menos o que fiz durante esse um ano. Embora no meu armário tenham entrado peças usadas, via doação. Muitas peças usadas hehehe

Vamos montar uma armário cápsula?

  • Primeiramente, precisamos definir a quantidade de peças. A quantidade de roupas pode variar entre 15, 30, 45 e 50 peças, desde que sejam versáteis e neutras. Neste número, vamos incluir também bolsas, acessórios e sapatos;
  • Você conhece seu estilo? Moderna, descolada, clássica: separe as roupas que mais gosta de usar;
  • Cores: as neutras, segundo estilistas e consultores de moda, combinam melhor entre si. Preto, branco, marrom, cinza ou azul marinho combinam com tudo. Não deixe de separar algumas cores vibrantes também;
  • Prefira padrões e formas clássicas: deixe no armário peças com estampas da moda, mas priorize as clássicas e atemporais, isso ajuda a compor os looks futuros;

Depois disso, a gente vê o que sobrou no armário e compra de acordo com as estações do ano. você tem a base, apenas acrescenta, mas não pode se precisar, com roupas da estação: saias, regatas, shorts para o verão; blusas e casacos, calças, agasalhos para as temporadas mais frias do ano…

O detalhe é SE precisar! Veja o que você precisa substituir de tempos em tempos: doe, faça ajustes ou, se estiver em estado deplorável, como as minhas lingeries, jogue fora.

Acabei de encontrar a inspiração para o novo desafio! Vamos falar mais sobre isso nos próximos posts. Este foi só uma pincelada. Gostei da ideia e vou colocar em prática. Que Deus NOS ajude! Seja feliz! 😉

Carrie Bradshaw, personagem de Sarah Jessica Parker, é a minha preferida quando o assunto são roupas, bolsas e sapatos… A foto é uma homenagem a ela. ❤

Pare de reclamar

Dia 346/365:

A contagem regressiva que começamos há quase um ano está chegando ao fim e, nesse tempo, com o “Obrigada, estou apenas olhando”, ouvi muita reclamação.

Além das reclamações ouvi muito desdém, piadas e senti o descrédito das pessoas (amigos ou não).

Mas hoje, quando as pessoas ouvem que estou próxima da minha meta de reserva financeira (colchão), ficam impressionadas e começam a entender o porque disso tudo.

Não tinha dívidas, pois pagava em dia as minhas contas. Mas não tinha uma reserva financeira e foi isso que me motivou a ficar um ano sem comprar as bolsas, sapatos e supérfluos que eu adorava comprar semana sim e a outra também heheheh

Mas sabe o que percebi também? As pessoas querem ter uma reserva financeira, mas não querem pagar o preço. As pessoas querem diminuir suas contas, mas não querem parar de comprar….

Aí fica difícil, né, gente? O que você acha? Como vai conseguir parar de reclamar da fatura do cartão, se você não para de comprar?

Os esforços, a dedicação e a perseverança, mesmo quando parece que não vai conseguir, precisam ser mantidos firmes.

O começo não foi fácil, mas agora, perto do fim, parece que a vida inteira fui assim e já estou pensando em continuar por mais um ano… Quem sabe!? Quem vem comigo!? Podemos trocar experiências sobre este período!

Quem sabe Deus não toca o seu coração lendo este post e você não decide me acompanhar! 😉

Hábito e prioridade

Dia 331/365:

As pessoas que sabem que estou neste desafio de ficar um ano sem compras, com o “Obrigada, estou apenas olhando”, sempre me fazem duas perguntas.

A primeira sobre como estou conseguindo viver sem comprar. E quando digo que sim, a reação é de olhos arregalados e outra pergunta: “Nada mesmo?”, como se fosse impossível ficar sem comprar roupas, bolsas e sapatos. Eu também acreditava que era… hehehe

A segunda pergunta é sobre o resultado. Dinheiro investido: este é o resultado! No início o calor guardado era menor, até conseguir terminar de pagar os boletos a vencer que eu tinha. Agora, consigo guardar uma média de 35% da minha renda mensal.

E sempre que respondo isso, vem sempre uma observação: “Não consigo guardar. Como você faz?” Duas palavras conseguem dar conta de explicar: HÁBITO E PRIORIDADE!

Nossos hábitos são nosso ‘piloto automático’. A gente acaba gastando sem perceber, seja por situações emocionais (alegria, tristeza, estresse), seja pelas companhias. Os amigos saem para balada, e você não sabe como dizer não…

A solução está na mudança de seus hábitos. Como fazer isso? Conscientizando-se da sua real situação financeira. Aceitar que não pode ou não têm condições financeiras para acompanhar os amigos, por exemplo, é um grande passo rumo à sua estabilidade. E não desconte suas emoções em compras, nem em comida! Pratique exercícios físicos, como caminhada, por exemplo. Você se exercita e não gasta!

Qual a sua prioridade? Você tem um sonho? Quer realizar algo? Estudar, viajar, comprar um carro ou apartamento? Se não tem, encontre um! Realizar um sonho requer disciplina. E você também terá que abrir mão de algumas coisas para realizá-lo. Uma delas é parar de gastar com supérfluos. Acredite, é assim mesmo que acontece.

Busque os seus sonhos, defina suas prioridades e mude seus hábitos de consumo, principalmente. E tenho certeza de que vai conseguir! Hábitos e prioridades: o domínio sobre as suas vontades! Que Deus abençoe seus sonhos! 😉

Casados? Dividam as despesas da família

Dia 318/365:

O “Obrigada, estou apenas olhando” já abordou sobre a divisão de finanças entre namorados; para noivos, com as despesas do casamento, e agora entre 4 paredes.

Preocupada (o) com as finanças do casal? Quando o assunto é vida a dois, diálogo, respeito e transparência têm que caminhar de mãos dadas, seja qual for a área do relacionamento.

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgou no primeiro semestre que apenas 39% dos entrevistados sabem quanto o cônjuge ganha.

A falta de informação e transparência pode ser o início dos problemas da vida a dois. Se o casal não conversa sobre isso, pode estar vivendo um estilo de vida que não condiz com a realidade financeira da família.

As conversas do casal sobre as finanças devem ser bem honestas em relação à situação monetária da família e às preocupações com o futuro: aquilo que vocês desejam alcançar e em quanto tempo.  Definam um projeto de vida juntos e entrem em sintonia para alcançar cada meta.

Além de saber quanto o outro ganha, as despesas também devem ser transparentes. Quando surge a dúvida, quem vai pagar o quê, vocês precisam sentar e conversar.

O livro do Gustavo Cerbasi, “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” (Editora Gente, 2004) me ajudou a escrever este post. Lá ele  ensina como casais apaixonados podem morar sob o mesmo teto sem desgastar a relação por causa de dinheiro (ou pela falta dele). Um dos alertas do autor é sobre competição: quem ganha quanto ou quem paga o quê… Encarar estas questões como competição pode trazer problemas. Com o passar do tempo, alerta Cerbasi no livro, um dos dois pode se tornar uma pessoa frustrada por não conseguir acompanhar o ritmo do outro.

Quem está começando a aventura a dois e não sabe como administrar esse assunto, Cerbasi aconselha  a estabelecer prazos para que o casal assuma níveis crescentes de união financeira. “Nos primeiros doze meses de união, todas as contas comuns são divididas meio a meio e o casal contribui igualmente para um fundo de escolhas (como férias, presentes a amigos e decoração da casa)”, sugere.

Decidam juntos sobre o orçamento e as despesas: decidir juntos, por exemplo, quanto gastar nas contas de consumo (como água, luz, telefone e gás) e quais outros serviços serão adquiridos (como internet, academia, faxineiros etc.), impede que haja frustrações quanto a um padrão de vida irreal ou desentendimentos quanto a gastos supérfluos. Coloquem em uma planilha todos os custos fixos do casal, como impostos, aluguel, condomínio ou prestações adquiridas, para que haja um melhor controle sobre o orçamento disponível para as compras mensais.

Façam uma reserva financeira: é impossível prever todos os percalços que podem aparecer. Ainda mais quando compartilha-se a vida com alguém — a probabilidade dobra. Portanto, é importantíssimo que haja uma reserva para qualquer problema que, no futuro, represente gastos ou queda no orçamento do casal.

Separem parte da receita para passeios e compras: separarem uma parte da receita para fazerem juntos o que gostam. A partir do momento em que vocês estão gerindo a renda familiar juntos, fica fácil decidir, com diálogo e transparência, quanto vai para o quê.

Importante, como disse no início, é ser o mais honesto possível com seu cônjuge sobre o assunto. Desta forma, um não correrá o risco de se endividar para fazer as vontades do outro e vice-versa. Além do que viverão de acordo com o padrão de vida condizente com a realidade financeira dos dois.

Este foi um dos temas mais difíceis de escrever. Mas acho que consegui hehehe E que o Deus que uniu o casal ajude-os a lidar com o dia a dia de maneira honesta, saudável e com amor. Respeito e carinho são fundamentais para manter um relacionamento saudável. Que Ele NOS ajude também a NOS mantermos firmes no caminho de poupar e buscar uma vida mais equilibrada e uma relação mais tranquila com as finanças. 😉