“Você não é todo mundo”, ensine seus filhos sobre finanças

Dia 256/365:

Dinheiro é limitado e a gente tá cansado de saber disso, não é? E o alerta hoje do ‘Obrigada, estou apenas olhando’ vai para os papais e mamães que tem filhos de todas as idades: crianças, adolescentes e jovens adultos: o quanto antes eles souberem e entenderem que o dinheiro precisa ser controlado, mais rápido eles se tornarão responsáveis e conscientes.

Hoje fui ao mercado buscar queijo ralado para acompanhar a sopinha que estou preparando e na fila do caixa, uma mãe com uma criança se descabelando porque queria um kinder ovo (aquele ovo de chocolate que vem com uma surpresa dentro). Pela cara da mãe, não foi possível descobrir se ela não tinha dinheiro para comprar o chocolate ou estava dizendo NÃO apenas para ensinar.

Para alguns pais esta é uma tarefa difícil: DIZER NÃO! Mas as crianças precisam aprender o valor e o significado do dinheiro, para que ele serve e como deve ser usado: de maneira controlada. Compre um cofrinho para ensinar os pequenos com exemplos e trate o assunto de uma forma tranquila: a criança vai entender com mais facilidade. Explique que o dinheiro da família é utilizado para várias coisas como compras no supermercado; pagamento das contas de água, luz, telefone, escola; para comprar roupas e sapatos e para passear no fim de semana. A criança precisa entender que existem coisas sérias e coisas legais que o dinheiro pode proporcionar, mas é preciso ter prioridade e fazer escolhas.

Para os adolescentes, as idas ao shopping, compras, passeios, revistas, games, celulares, enfim, fazem parte de uma lista que parece sem fim. Mas tem que tem fim, sim! Para eles também é preciso explicar que o dinheiro tem fim. Explique os limites financeiros da família e os ensine a priorizar, escolher o que vai comprar, em detrimento de outras coisas. Esta fase é uma das piores, pois os adolescentes (a gente já foi né?) não querem ouvir muitas explicações. Eles querem se rebelar, querem encontrar motivos para reclamar ou para se sentir injustiçados… Não se deixe levar por chantagens… Lembre-se da velha frase que é meme de 10 entre 10 postagens sobre mães e filhos “Você não é todo mundo!” hehehe Toda mãe fala isso!

Quando entram no mundo profissional, os jovens adultos são rapidamente seduzidos pela falsa impressão de que podem comprar tudo e mais um pouco… heheh O jovem quer viver o presente: comprar, viajar, sair com os amigos. Pensar no futuro então? Jamais: ‘sou muito jovem pra isso’, eles dizem, mas o tempo passa. E quanto antes começarem a pensar no futuro, melhor será este futuro.

Lembre-se sempre da sua responsabilidade na formação de seus filhos. Este tipo de educação tem que começar em casa. Não terceirize este tipo de orientação para a escola, pois, você tem que orientar a partir da realidade da sua família. Acha que passou da hora de ajudar os filhos? Não se preocupe, nunca é tarde. Sempre é tempo de ensinar, compartilhar, participar da vida deles e orientá-los para que no futuro sejam pessoas que vão lhe  trazer orgulho. Que Deus NOS ajude nesta tarefa de orientar e ensinar. Seja em Deus 😉

Em família, dinheiro não deve ser um tabu

Dia 208/365:

Mais uma pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) que deixou o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ preocupado.

Gente, apenas 44% das pessoas entrevistadas falam sobre dinheiro/finanças com os membros da família. Além deste percentual, 57% dos consumidores reconhecem que, na família, há sempre um membro que prejudica o orçamento doméstico. E para vocês entenderem, de uma vez por todas, o quanto as finanças podem afetar outras áreas da sua vida: a pesquisa também apontou que 48% dos casais brigam por causa de dinheiro.

Dinheiro não deveria ser tabu no ambiente familiar. Não espere a situação da sua casa beirar o insustentável para você fazer alguma coisa. Converse com o seu cônjuge, seja sincero, não espere a água bater na b… (como diria minha avó) pra fazer alguma coisa. Não espere chegar ao ponto de recorrer a empréstimos em bancos ou com familiares para se posicionar frente aos gastos que estão fora do seu orçamento.

Gestão financeira é um assunto que tem que fazer parte do dia a dia de todos da família. A gente sabe que não é fácil: as pessoas são diferentes umas das outras, agem e pensam diferente, daí sempre vai rolar um estresse quando o assunto é mais sério. Não se abata com isso, enfrente, converse, divida responsabilidades e faça disso um hábito. Assim, naturalmente, o assunto entra na pauta da família e deixa de ser um tabu.

Lembro que no curso de Reeducação Financeira do Pedro Braggio, ele comentou que era comum um dos membros da família pedir ajuda porque não conseguia conversar com o restante da família. Entre os alunos, um pai relatou que em sua casa era apenas uma receita (a dele) e quatro despesas (a dele, da esposa e dos filhos). “Dessa forma, a conta não fecha nunca”, alertou Pedro Braggio.

Dividir as contas

Dividir o pagamento das contas é uma boa oportunidade para fazer com que todos participem. O SPC divulgou também que 1/3 dos entrevistados não divide as responsabilidades. Novamente a conversa sincera e honesta se faz necessária. Claro que as contas não poderão ser divididas igualmente, mas vocês podem se ajustar de acordo com o salário de cada um. Se tiver filhos pequenos compre cofrinhos, defina um valor mensal ou semanal para eles e ajude-os a administrar esse dinheiro. Assim, vocês já vão colocando conceitos de educação financeira para as crianças.

Pedro Braggio sinaliza ainda a importância de buscar os três efes. “Saber o objetivo de seu parceiro ou parceira é determinante para que haja felicidade financeira famíliar”, alerta. Vamos levar estes conceitos para dentro de casa. Não tenha medo, depois de um tempo de adaptação, as coisas vão fluir naturalmente, vocês saem do aperto e encontram a tão sonhada felicidade financeira familiar.

Afinal, contas atrasadas, empréstimos, juros não são de Deus! Sim, Ele não quer isso para as nossas vidas. Ele quer nos oferecer prosperidade! Aproveite as oportunidades que Ele nos dá com sabedoria. Aproveite este post e converse hoje mesmo com a sua família sobre as finanças da casa. Dê o pontapé inicial para resolver todo esse embróglio e tenha paz e tranquilidade para deitar a cabeça no travesseiro! Peça orientação para Deus quando for conversar com a família, Ele vai te acompanhar! 😉

Como envolver a família nas finanças da casa

Dia 188/365:

Estamos na semana 11 do Desafio das 52 Semanas e no post dessa terça-feira, no Facebook do ‘Obrigada, estou apenas olhando’, falamos sobre a família, incentivando todos os membros a participar das finanças da casa.

E, por conta dela, recebi uma mensagem in-box pedindo ajuda para falar com a família sobre as dificuldades financeiras e sobre como convocar todos a participar das economias mensais e até do exercício de poupar. Veja o pedido de socorro:

“Vi o post sobre envolver a família para poupar e fiquei pensando na situação lá em casa. Minha família não conhece a nossa situação financeira. Em casa, só eu trabalho, tenho esposa e dois filhos pequenos (7 e 12 anos). Não consigo falar não para eles e, por conta disso, nos envolvemos em dívidas que não tem fim. Estou precisando de ajuda”

Situação delicada não é pessoal? Como deve ser difícil dizer não àqueles que amamos. Lembro bem da minha mãezinha que se desdobrava para cuidar de mim e do meu irmão, quando meu pai nos abandonou. Enfrentava as dificuldades e nunca nos deixou faltar nada. Mas, mesmo em toda a sua ingenuidade e simplicidade, sempre foi sincera conosco, quando pedíamos algo que ia além da sua capacidade.  E hoje posso imaginar como deveria doer nela assumir esta postura de ‘não posso’…

Mas, para sair dessa situação, não tem outro jeito: o caminho deve ser o da transparência, respeito e sinceridade. É o segredo para ter qualquer conversa com a família sobre o assunto que for. Mas finanças, sempre foi e sempre será, um assunto delicado. E, por conta disso, os cuidados devem ser redobrados.

E como estamos lidando com uma família e esta pode ser a dúvida de muitos outros pais e mães, fui conversar com o nosso educador financeiro, Pedro Braggio. “Se um dos membros da família resolveu cuidar das finanças da casa sozinho e já faz tempo que carrega esse fardo pesado, está mais do que na hora de dividir as preocupações com os filhos e com o cônjuge”, explica.  “Por que carregar tudo isso sem dividir com os outros? Tirando o peso das costas, é possível planejar um novo rumo para as finanças da família e vai ser bom para todos”, aconselha.

Mas como conversar com a família? Importante é que você não faça da conversa um sermão, nem uma bronca, senão o assunto fica pesado e ninguém vai querer ouvir. Com os pequenos faça-os entender o o valor do dinheiro: não dá em árvore e custa ganhar.  Lance um desafio. Chegue com um porquinho para cada um e desafie-os a enchê-los. Ou algo do tipo, use a sua imaginação e aproveite para brincar com as crianças.

Converse com todos da família sem marcar data e horário: vai ficar mais fácil. Comece a conversa como se fosse como outra qualquer. E vá sentindo a reação do membros da família. Com o seu cônjuge, que entende e sabe discernir, pode ter uma conversa em separado, seja sincero, mostre que ao longo do casamento sempre fez, sempre se desdobrou, mas que agora não está conseguindo mais… Quem sabe ela (neste caso) não se empolga em ajudar na renda família, fazer um trabalho dentro de casa mesmo (por conta de cuidar dos filhos) e que lhe traga uma remuneração extra: de repente ela descobre um talento escondido com bolos e doces, por exemplo…

Outra forma de começar o assunto é despertar o interesse da família com um tema que eles gostem, como viagem, troca do carro, compra de uma casa maior, festas de aniversário… E explique que para que estas coisas aconteçam, todos deverão colaborar. Comece por aí e vá inserindo o assunto de economias e poupança desta forma.

Mas antes de mais nada, lembre-se de pedir orientação de Deus para conversar com a sua família. Peça para que Ele fale por você… Assim, tenho certeza de que não corre o risco de brigar, nem ofender ninguém. Quando Deus age por nós, tudo fica mais fácil, mais calmo e os resultados, certamente, serão incríveis! Vá com fé, vá com Deus e tudo vai ser resolver da melhor maneira para você e para sua família! Que sejamos felizes, prósperos e abençoados a cada dia, em todos os momentos. 😉

 

Baixei o valor das compras no supermercado em 50%

Dia 178/365:

Depois de avaliar os primeiros meses deste desafio e com a ajuda dos aprendizados com o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ consegui identificar que o supermercado era um dos gargalos das despesas mensais.

E se a sua conta do supermercado também não está cabendo no bolso, está na hora de fazer alguma coisa com relação a isso. A gente sabe que os preços sobem a cada semana, mas você pode, assim como eu, estar jogando dinheiro fora.

Comece avaliando o seu lixo (esse mesmo que fica em cima da pia): você está jogando muito resto de comida fora? Seja a sobra do prato ou os alimentos que acabam se estragando por conta de não ter dado tempo de comê-los. Às vezes, estamos gastando demais no mercado e comprando além do que conseguimos consumir.

Descobri que o ideal é fazer compras semanalmente: assim você vai comprar quantidades menores e o risco do alimento se estragar diminui.

Compre de acordo com o número de pessoas na casa. Faça uma estimativa para frutas, frios e laticínios, carnes de acordo com as bocas para alimentar hehehe

Estipule um valor máximo para gastar na sua compra semanal. Lembre-se de que é você quem prioriza as necessidades na sua vida, não as “promoções” de um estabelecimento comercial. Ao atingir o limite que você fixou, pare de comprar.

Faça uma lista do que precisa comprar e pesquise preços. Alguns mercados vendem no atacado. Nestes estabelecimentos, as compras de arroz, óleo, feijão, papel higiênico, produtos de limpeza podem sair mais baratos. Quando for num atacado, combine com os vizinhos e faça compras conjunta. O valor do desconto pode ser maior ainda.

Tente ir ao mercado sem as crianças. Assim, a pressão para comprar produtos supérfluos é bem menor, pois os pequenos são alvos mais suscetíveis ao marketing. Agora, com a época de Páscoa, cuidado! Os ovos de páscoa, principalmente, aqueles que vêm com brindes e custam muuuuito mais caros, já estão por toda a parte.

Sempre vou ao supermercado no meio da manhã, ou seja, sem fome heheh Geralmente vou aos sábados ou domingos e compro frutas, verduras, legumes, leite e torradas para a semana toda. As compras de arroz, feijão, macarrão acontecem apenas uma vez ao mês.  Até o dezembro do ano passado, gastava em  média, R$ 130,00 nesta ida ao mercado. Hoje, comprei tudo que precisava e paguei apenas R$ 69,00. Na semana passada, foi R$ 74,00… Está diminuindo e tenho tudo que preciso.

A gente vai aprendendo e aprimorando as coisas. Gastando menos, comprando com mais consciência… Educação financeira é um aprendizado diário. Controlar os impulsos também! Aos poucos, baixamos as emoções, compramos apenas o que é preciso e não nos sentimos mal por isso. Até o lixo reciclável diminuiu! Sinal de que estou consumindo menos produtos embalados e mais in natura: a saúde agradece heheh

E assim, o valor da reserva financeira vai aumentando. Vamos fazer render o dinheiro suado que ganhamos, poupando. Não tenha medo de dizer não quando for necessário. Este é um aprendizado para toda a família. Seus filhos vão te agradecer por este ensinamento. Serão pessoas melhores e mais conscientes no futuro.

Que Deus continue NOS abençoando e NOS protegendo em cada situação, em cada momento e NOS inspirando em cada compra. E até NOS puxando as orelhas quando extrapolarmos. Que possamos ser felizes, acima de tudo. 😉

Você ensina seus filhos?

Dia 101/365:

A relação com o dinheiro precisa ser saudável desde a infância. Uma das responsabilidades dos pais para com seus filhos é ensinar o valor do dinheiro. E você, como lida com isso? Qual a relação do seu filho com o dinheiro?

Na infância, uma das minhas lembranças era ouvir meu irmão dizendo pro vizinho, parentes e amigos “Papai foi ganhar tutu”, se referindo ao dinheiro e todo mundo achava engraçadinho. Mas será que ele sabia o que realmente significava isso. A falta dele a gente aprendeu algum tempo depois, quando meu pai nos abandonou… Mas isso é uma outra história…

Acredito que, como hoje,  naquela época, os pais tinham dificuldade para explicar aos filhos que o dinheiro é limitado. Ou seja, quando o papai e a mamãe recebem o seus salários, ele tem fim, por isso precisam continuar trabalhando para receber novamente no próximo mês.  Quanto mais cedo as crianças entenderem isso, mais cedo passarão a desenvolver uma relação saudável com o dinheiro. Lembre-se de tratar o assunto com tranquilidade, para que os pequenos entendam mais facilmente.

Assim, eles vão entender que não dá pra comprarem tudo que elas querem, pois o dinheiro acaba. E a partir daí você poderá ensinar sobre a importância de fazer escolhas, as melhores escolhas. Priorizar o que é importante.

Mas quando começar a fazer isso? A partir dos 3 anos, a criança já pode ser estimulada a ter um cofrinho. Você não precisa explicar o que é poupança, mas a criança pode aprender, por exemplo, que guardando as moedas (dinheiro) é possível juntar uma quantia e comprar um brinquedo, roupas ou um boné bacana. Importante levar para o lado lúdico, da brincadeira e usar exemplos que fazem parte do dia a dia das crianças.

Para ensinar o valor do dinheiro a uma criança, explique que o ‘tutu’ é fruto do trabalho e obtido a partir de muito esforço e, por isso, é preciso valorizá-lo e saber gastar. Explique que trabalha todos os dias para receber um salário. As crianças são muito espertas e prestam atenção em tudo: cuidado com o que fala perto delas. Uma vez ouvi a filha de uma amiga argumentar, enquanto a mãe dizia não ter dinheiro para comprar o que a menina queria: ‘paga com cheque’. Então, muito cuidado. Explique que cheque não é dinheiro e que mesmo pagando com cheque, você tem que dispor do dinheiro para utilizá-lo. Reforce que cheque não é substituto para dinheiro.

Quanto mais cedo as crianças entenderem sobre o valor do dinheiro, mais cedo entenderão as consequências de não usá-lo com sabedoria. E esses ensinamentos serão lições para a vida toda. Tenha coragem de dizer não ao seu filho. E não se culpe! Você não é um péssimo pai por conta disso. Mãe, não ceda à chantagem das crianças no supermercado ou no shopping: seu filho vai lhe agradecer um dia…

E daqui, peço a Deus sabedoria e força pra vocês fazerem o que precisa ser feito, para que eles cresçam adultos responsáveis e preocupados com o consumo consciente. Que Deus continue NOS abençoando em todos os aspectos da nossa vida 😉