Três meses e dois cartões a menos

Dia 91/365:

O educador financeiro, Pedro Braggio deve estar orgulhoso comigo. O ‘Obrigada, estou apenas olhando’ está me ajudando a viver melhor, sem preocupação e com a consciência limpa hehehe

Em setembro, durante o curso de Reeducação Financeira, respondi que tinha apenas um cartão de crédito, ledo engano. Eu tinha três cartões: um do banco e DOIS de loja! (E toda vez que eu escrever em maiúsculo é de nervoso heheheh )

Claro que não considerava os cartões das lojas como de crédito e por isso, na minha avaliação, não tinha nada de errado. Mas tinha né?

Um dos cartões, o da minha amada Renner, o repórter Marcio Miguel me incentivou a quebrar durante a reportagem da TVTEC e hoje, quebrei sozinha o cartão da ‘de mulher pra mulher, Marisaaaa’ (admita, você leu cantando, não foi? Hehehe).

Aproveitei até pra fazer uma divulgação do blog e da página do Facebook na loja para as mulheres que estavam na fila do caixa… hehehe Não pegou muito não, as pessoas sorriem e acham que é brincadeira. Apenas a atendente da loja acreditou e desejou boa sorte…

E eu vou assim: dia a dia, desafio em desafio, meta em meta, com Deus me protegendo. Mas sempre pedindo a Ele que continue NOS inspirando e NOS orientando sempre no caminho do bem… Amém! 😉

Diga não ao título de capitalização!

Dia 22/365:

Quem nunca recebeu a proposta do seu gerente do banco ou do telemarketing para fazer um título de capitalização que atire a primeira pedra. Todo mundo né? No meu caso foi pior ainda, eu procurei o banco para fazer o tal título.

Acreditando que estava fazendo a coisa certa, fiz isso em março deste ano, por 24 meses… Ai, Jesus amado, se eu tivesse participado deste curso de Reeducação Financeira antes, teria evitado perder dinheiro.

Aí você lê isso e se pergunta? Perder dinheiro? Mas título de capitalização não é investimento? E eu respondo: NÃO! Quer dizer, só se for pro banco! Sim, meus amigos, comprando títulos de capitalização você está perdendo dinheiro!

Quando seu gerente te oferecer alguma modalidade de investimento como planos de previdência e títulos de capitalização, não aceite. Procure informações sobre outros investimentos e não acredite fielmente no que diz o seu gerente. Lembre-se, ele é gerente do banco e não seu! Ele trabalha para o banco e não para você! Então, meus queridos e minhas queridas, ele vai oferece pra você o que beneficia o banco!

Diga não aos títulos de capitalização.De acordo com Pedro Braggio, educador financeiro, ao comprar um título por R$ 100,00 mensais, por exemplo, o banco vai debitar este valor da sua conta por, pelo menos, dois anos. “Sai R$ 100,00 da sua conta, mas o rendimento não é sobre este montante. Deste valor, uma porcentagem vai para um fundo que o banco utiliza para fazer os sorteios para todos os clientes”, explica. “O seu rendimento será sobre o que sobrou”, anuncia.

Como a gente sabe de nada, né? E pensar que quando o gerente explica que poderemos participar de sorteios, você pensa (uau!) como o banco é bonzinho. Bonzinho uma ova! Se você for sorteado (alguém conhece alguma pessoa que já tenha sido sorteada?) sorte sua! Se não for, tá perdendo dinheiro sim!

Ontem, liguei para o banco e cancelei os meus títulos (sim, eu tinha dois!). Pedro explicou que este mesmo valor que eu depositava, posso continuar fazendo diretamente para a minha poupança. “Vai render mais. Aquele montante deixa lá até poder resgatar e, quando resgatá-lo, você usa para rechear o seu colchão financeiro”, aconselhou, quando liguei desesperada para saber o que eu fazia, pois, o banco não autorizou o resgaste, somente o cancelamento.

E vamos que vamos. A gente vai vivendo e aprendendo e que Deus NOS ajude a aprender cada vez mais!

Economia na diversão

Dia 17/365:

Estou na Rodoviária de Jundiaí esperando a Renata e a Mariana para o segundo show do fim de semana: hoje tem Aerosmith. Outro sonho que estou realizando.

E como é bom realizar sonhos. Como é bom poder vivê-los em toda a sua plenitude. Ontem descobri que a gente não precisa se acabar de gastar, mesmo enquanto está se divertindo.

Cheguei em São Paulo e fui almoçar, pra não precisar ficar gastando dentro do estádio. Lá tudo inflacionado: 10,00 era o valor base para pipoca e refrigerante, os lanches estavam mais caros (mas nem sei o valor). Tinha sorvete também e cerveja (mas esta última nem me interessou, não bebo).

Como tinha almoçado, me aguentei bem com um sorvete de 8,00 e uma água que o meu amigo pagou (encontrar este amigo foi providencial para este show): Praia Filho, valeu a força!

E vamos pra mais um show. Hoje estou levando um pacote de bolachas e outras guloseimas que tinha em casa, ou seja, mais economia. E que Deus NOS ajude!

Foto: Fabio Tito G1

O que pode e o que não pode

Dia 6/365:

Hoje encontrei com amigos queridos na Prefeitura de Jundiaí e conversando sobre o nosso (meu e seu) blog recebi mais apoio. Fico tão feliz, as pessoas entendem o esforço e apoiam, sem recriminação, sem tirar sarro, só empatia pura.

E conversando com a também jornalista Marcinha, falamos sobre o que pode e o que não pode neste período de agora 359 dias. O que pode: comprar produtos de higiene pessoal (sabonete, creme dental, escova de dentes, shampoo, condicionador e creme sem enxágue, senão meu cabelo fica um horror heheh); comida (óbvio, né?!).

Para o item alimentação, temos que abrir um parênteses. É que a antiga eu gostava muuuuuuuito (acho que ainda gosto) de comer em restaurante. Adooooro o salmão do Saborella’s, no Maxi Shopping. E vira e mexe estava lá. Adorava quando estava em algum evento ou reunião e acabava perto do horário do almoço… Hummm, delícia. Mas agora as coisas mudaram um pouco. Não quer dizer que não vou mais comer o melhor salmão de Jundiaí, mas vou controlar as idas até lá. A conta é simples: dá tempo de ir almoçar em casa? Então eu vou almoçar em casa!

No quesito transporte, a regra é clara (certo, Arnaldo? ): vence o que for mais barato. Como esta semana estou sem carro, surgiu a dúvida, como vou para o compromisso de trabalho? Uber ou ônibus? Usando a regra, liguei pro Tadeu pra pedir carona. A carona não rolou (ele já estava a caminho do nosso destino comum) e então fui de ônibus. Leva mais tempo, vai sacudindo, mas é mais barato.

O que não pode

Nada de roupas, bolsas, sapatos e bijoux até 8 de setembro de 2018. (o parágrafo mais curto e mais doloroso deste post heheh). Que Deus me ajude.

Economia desta quarta-feira, dia 13/9: vocês poderão acompanhar os valores economizados, diariamente, a partir de escolhas mais conscientes.

  • Almocei em casa: R$ 23,00
  • Ônibus: R$ 6,00 (ida e volta). Se fosse de Uber, R$ 25,00 (ida e volta)

Total: R$ 42,00 não gastos

O assédio das lojas: descadastramento em 3, 2, 1…

Dia 5/365 (faltam só 360):

Antes de continuar a ler este post, responda para si mesmo: “Em quantas lojas você já cadastrou seu e-mail ou número de telefone celular? Quantas destas lojas sabem sua data de nascimento, tamanho de roupa ou sapato e até time de futebol?” Em quantos centros de compra você cadastrou o seu número de celular para fazer um simples check-in ou para usar a internet gratuita?” Sinto dizer, mas estas informações serão usadas contra você hehehe

Sinto isso na pele. E até a semana passada, entre e-mails marketing, mensagens via SMS, mensagens via WhatsApp, recebia, no mínimo uns 15 contatos semanais. Algumas lojas enviam e-mails diariamente. Não se engane, o cadastro ingênuo que você faz numa loja vai ser uma arma nas mãos das vendedoras.

Eu, por exemplo, gosto MUITO de ler sobre moda. E, por isso,  sigo diversos perfis no Instagram para acompanhar as ideias de looks para o dia a dia. Além de todos os e-mails e mensagens que recebo, o Insta ainda me manda sugestões de posts patrocinados, baseados nos perfis que sigo, nas minhas preferências, ou seja, moda. Nos últimos dias, venho clicando em “Ocultar Anúncio” e, na sequência em “Não é Relevante”. Assim, não corro o risco de receber novamente. Ufa, menos um… hehehe

E é assim que você vai se livrar desta avalanche de informação e deste assédio das vendedoras. Meus queridos, não tem outro jeito, vai ter que se descadastrar. Desde sábado, venho me descadastrando das listas das lojas que mais gosto. Não é fácil tomar a decisão e nem é fácil se descadastrar, eles sempre querem saber o motivo e quando você vai responder, vem sempre  uma chantagenzinha emocional, com frases do tipo “lamentamos por você sair” ou “não se vá, nós precisamos de você”. Ah tá, precisam, sei sei…

Ah gente, não estou podendo lidar com essa sofrência toda. Já não chega a minha. Estou no 5º dia, mas tenho que confessar que vem sendo mais fácil do que eu imaginava… Estou recebendo apoio dos amigos que, depois de arregalarem os olhos com a proposta, sempre desejam boa sorte. Além do apoio também de gente que nem conheço e isso é muito legal.

Acho que estou vivendo a fase da negação hehehe Mas, para ser super sincera com vocês, eu ainda não tive vontade de comprar nada. Até um geladinho ganhei ontem, do meu amigo Valdir, da Banca Caxambu, depois de explicar que não poderia comprar. Gente, sem drama, expliquei a proposta e ganhei mais um seguidor e apoiador.

Resista à tentação, você vai conseguir.  Ai, pára tudo! Acabei de me lembrar que a segunda fase é a raiva… Não quero nem ver. Que Deus me ajude!

Saúde financeira: a minha e a sua

Dia 4/365:

O post de hoje não é pra reclamar, pelo contrário, é pra comemorar! Sim, estou muito feliz! Tá estranhando e pensando essa menina é louca? Vai passar os próximos 361 dias sem comprar e tá feliz?

Sim, estou feliz! E não, não estou louca! É que o nosso (meu e seu) blog “Obrigada, estou apenas olhando…” em 4 dias já está mostrando que vai crescer forte e sadio. O que começou como um diário de bordo, está se transformando. Estou muito feliz pela chegada do meu amigo e educador financeiroPedro Luiz Braggioque vai nos orientar  como conquistar saúde financeira.

Isso mesmo o que você leu NOS orientar. Estou nessa, claro! A decisão de parar de comprar por um ano é só o começo desta nova vida. Isso não quer dizer que dia 9 de setembro de 2018, vou voltar a comprar descontroladamente. A ideia é aprender cada vez mais e evoluir.

E conversando com o Pedro descobri que ele vai promover um Curso de Reeducação Financeira Pessoal e Familiarnos dias 26, 27 e 28 de setembro, no hotel ibis Jundiaí Shopping. Clica no link que tem mais informações na página do Facebook.

Ah, estou tão empolgada e acreditando demais nesta ideia de poder inspirar mais pessoas a aderirem a este estilo de vida. Tenho certeza com com a ajuda do Pedro Braggio, esta caminhada vai ficar muito mais fácil!

Seja bem-vindo, Pedro! E que Deus nos ajude!

Um ano sem Renner…

Dia 3/365

Sim, um ano sem Renner, sem C&A, sem Forever 21, sem Marisa, Zara, Luigi Bertolli, TNG…

Parafraseando a publicitária Jojo, autora do Blog “Um ano sem Zara”, este post vai contar um pouco da experiência dolorosa que vivi neste domingo (10/9), ao entrar na Renner para pagar a fatura (o valor total) do mês de setembro. E, desta vez, entrar na loja doeu. Na verdade, sair dela sem sacola alguma foi que doeu.

A loja está cheinha de novidades da moda Primavera/Verão mas, desta vez, andei entre as araras e fui me despedindo mentalmente das blusinhas, das calças, saias, jaquetas, bolsas, sapatos, biquínis, vestidos, lingeries… Ainda tenho fatura que está na parcela 2/5, ou seja, terei que entrar lá por, pelo menos, mais três meses. Espero que a tortura vá diminuindo mês a mês.

Este “Um ano sem Renner” aqui não é só uma metonímia para representar todas as lojas que deixarão de ver o meu querido cartão, mas, também para me despedir desta, em especial, que fazia a minha alegria.

Sim, a Renner era a minha diversão, meu psicanalista, meu chocolate na TPM. Eu era feliz lá dentro, realmente. Mesmo se entrasse para comprar apenas uma blusinha, mas eu e você sabemos que não era bem assim. Quando entrava sempre saía com as sacola cheia, com quatro ou cinco peças… E mais cinco parcelas (pois a partir da sexta parcela tem juros) no cartão da loja.

Então, querida Renner, Marisa, C&A, Forever 21, TNG, Luigi Bertolli, até 2018. Eu me despeço, mas sei que apesar de me encaminharem faturas, elas nem me conhecem, só sabem meu endereço e o número do meu cartão… Apesar de sempre dizerem o quanto somos importantes, elas só se interessam por nós, enquanto estamos lá dentro, gastando e se endividando.

Então, que venha este um ano de desprendimento, com muita força de vontade e com muita fé. Um ano de poupança para quem sabe fazer uma viagem internacional ou dar entrada na compra de um apartamento.

E, focada nisso – em pensar lá na frente e projetar um futuro melhor – é que espero que as experiências dolorosas possam diminuir com o tempo.