Respire fundo, reflita e não compre!

Dia 261/365:

A greve dos caminhoneiros que está impactando o país todo, a minha cidade já está em estado de emergência e muitas outras devem estar na mesma situação pelo Brasil a fora. E o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ aprendeu algumas coisinhas observando, observando…

Uma delas é que, de fato, as pessoas compram na emoção. Já vi inúmeras reportagens sobre pessoas estocando comida em casa e acabando com alimentos nos supermercados. Uma dessas pessoas foi abordada pela reportagem com 12 pacotes de 5 kg de arroz. Questionada, a senhora respondeu, admitindo: “É, não estou pensando nos outros”.

Que bom que ela percebeu isso, mas não desistiu da compra… hehehe As pessoas são levadas pela emoção. Quando se deparam com uma bolsa, roupa ou sapato novo ficam eufóricas e esta euforia cria um sentimento de necessidade. Com a greve, a emoção que está ditando os ânimos é o medo.

No primeiro caso – nas compras pela euforia – as pessoas experimentam sentimentos como autoconfiança e otimismo exagerado, o que lhes dá a certeza de que vão conseguir pagar. Sem pensar, compram com o cartão de crédito (do banco ou da loja) e se esquecem das parcelas que ainda vão vencer de compras realizadas em outras ocasiões. Ou seja, com mais uma compra o  montante a pagar vai aumentar.

Compensar momentos de tristeza ou quando você imagina que precisa de uma recompensa também são emoções que podem desestabilizar as suas finanças.

No segundo caso – estocar alimentos – pode provocar aumento dos preços dos produtos e queda na qualidade. Cuidado, pois os alimentos podem estragar se ficarem muito tempo guardados e aí você perde o dinheiro e a comida que comprou.

Fico pensando nestes comerciantes oportunistas que estão aumentando o preço dos produtos. Qual a diferença deles para o político corrupto que ele tanto critica?

Gente, o Brasil precisa de oração. Nós precisamos pedir a Deus pelo nosso país. As pessoas não se entendem, governantes batem o pé, grevistas idem e não conseguem encontrar uma solução. Fica aqui o meu apelo a Deus que olhe pelo nosso país e tenha misericórdia de todos nós! 😉

Não deixe as emoções impactarem sua vida financeira

Dia 129/365:

Você já disse ou já ouviu as frases: “Vamos comprar para comemorar!” ou “Foi só uma blusinha, mas eu precisava, estava tão triste…”?Eu já vivi as duas situações e em nenhuma delas o saldo foi positivo. E por conta disso, o ‘Obrigada, estou apenas olhando’, só consegue chegar a uma conclusão: lidar bem com o dinheiro é mais uma questão de comportamento do que de matemática.

No meu caso, tanto na alegria, quanto na tristeza, as compras só resolvem naquele momento. Se você compra pra comemorar uma situação bacana, quando chegar a fatura do cartão, você vai se arrepender, pode ter certeza! E se a compra aconteceu num momento de tristeza, assim que você se der conta do que fez, vai ficar pior ainda. O desequilíbrio financeiro pode começar por não saber lidar com as próprias emoções.

Já ouviu o ditado “não decida nada de cabeça quente”? Pois é, isso vale para qualquer decisão que você vá tomar na vida, mas é especialmente relevante nas decisões financeiras, sobretudo naquelas com impactos de médio e longo prazo, as temidas compras parceladas em 5, 10 ou 24 vezes. Jesus amado, imagina, comprar algo e ficar pagando por 2 anos? Quando terminar de pagar, você pode ter desembolsado um valor de 2 ou 3 objetos como aquele, isso se ainda ele existir né? heheh

Por muito tempo, imaginava que a escolha pela compra e o alívio momentâneo que me trazia resolveriam os problemas. Na verdade, arruma outros: contas para pagar heheh E essa escolha para nos satisfazer imediatamente não ocorre somente com as finanças. Quem nunca escolheu um chocolate a um sanduíche natural para ‘matar’ a fome? Ou escolheu o refrigerante bem gelado do que um copo d’água para aplacar a sede?

Se você faz este tipo de escolhas, o que te impede de escolher um sapato, uma roupa ou um belo celular para curar uma frustração, um estresse no trabalho ou simplesmente pelo prazer de comprar? Não se esqueça de que estas compras trazem como ônus as dívidas que, se não foram planejadas podem resultar em inadimplência.

Uma das primeiras pesquisas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) neste ano, divulgada na quinta-feira (11), aponta que 60,2 milhões de brasileiros tenha alguma conta em atraso, ou seja, está inadimplente. Este número representa 39% da população com idade acima de 18 anos.

Ainda falando da pesquisa do SPC Brasil, a faixa etária com o maior número de negativados é entre os 30 e 39 anos: 50%,  um total de 17,08 milhões de pessoas. As outras faixas etárias estão com números bem próximos: 48% da população com idade entre 40 e 49 anos e 46% entre os mais jovens com idade entre 25 e 29 anos. Até os idosos entraram na pesquisa, a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção é de 30%. Entre os idosos, o que pode estar ocasionando isso são as vantagens do crédito consignado ao benefício de aposentadoria. Lembra que a gente já falou sobre isso, filhos e netos estão endividando os pais e avós?

Quando se vê com a ‘faca no pescoço’ – expressão usada por quem perdeu o controle da situação financeira – a pessoa é capaz de qualquer coisa e isso pode afetar consideravelmente outras áreas da vida: família, trabalho, relacionamento com amigos e parentes. Pense bem, se estiver com problemas, peça ajuda para amigos, familiares ou a um profissional. Pedro Braggio pode te ajudar a lidar com as suas emoções em relação ao dinheiro. Ele me ajudou, muito!

Deus também pode te ajudar nisso. A igreja que frequento está em campanha: são 8 noites para abençoar a vida de todos para o ano de 2018. O tema de hoje, adivinha? Provisão Financeira. E é sobre isso que vou falar amanhã: sobre como Deus pode nos ajudar nisso! Ele sempre pode NOS ajudar em todos os sentidos. Basta entregar a sua vida para Ele e deixar Ele agir em seu favor. Experimente, eu garanto que vale à pena. 😉