Euforia X Tranquilidade

Dia 342/365:

Com o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ sai de um extremo ao outro, da noite para o dia.

Comprar por compulsão e não por necessidade é um risco para a saúde financeira de qualquer pessoa, em qualquer época da vida.  Não conseguir se controlar diante de uma vitrine de loja ou não saber dizer não a convites de amigos para jantares e festas é a mesma coisa.

Para conseguir controlar esses gastos pare e pense o que estas despesas vão agregar para a sua vida. De que adianta ter uma bolsa nova e a carteira estar vazia? Ou então como você consegue curtir com os amigos se depois passará o resto do mês preocupado com a chegada da fatura do cartão de crédito?

Se não houver equilíbrio no orçamento, o risco de descontrole financeiro é alto, principalmente, se acontecer algum imprevisto como desemprego, por exemplo.

Neste quase um ano, venho aprendendo que os gastos exagerados que eu cometia não me permitiam ter uma reserva financeira. A gente precisa ter visão a longo prazo, pensar no futuro, num aposentadoria ou na realização de sonhos mais caros como uma casa, uma viagem internacional ou uma pós-gradução.

Por incrível que pareça, não estou sentindo falta das compras. E todo aquele sentimento de euforia em ter uma peça nova foi transferida para a segurança de poupar.

Mas as sensações são bem diferentes: de um lado a euforia de gastar e, de outro, a tranquilidade de poupar.

A euforia, segundo o dicionário, é uma psicopatologia: um estado que se caracteriza pelo aparecimento de alegria, otimismo e ânimo, mas que não corresponde à realidade da vida da pessoa que diz experimentá-la. É momentânea.

E aí está a grande diferença com a satisfação em poupar. Enquanto gastar traz uma alegria irreal, poupar vai promover na sua vida tranquilidade e segurança para enfrentar o dia a dia.

Experimente essa sensação e você vai entender como consegui chegar até aqui, com a graça de Deus! 😉

Respire fundo, reflita e não compre!

Dia 261/365:

A greve dos caminhoneiros que está impactando o país todo, a minha cidade já está em estado de emergência e muitas outras devem estar na mesma situação pelo Brasil a fora. E o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ aprendeu algumas coisinhas observando, observando…

Uma delas é que, de fato, as pessoas compram na emoção. Já vi inúmeras reportagens sobre pessoas estocando comida em casa e acabando com alimentos nos supermercados. Uma dessas pessoas foi abordada pela reportagem com 12 pacotes de 5 kg de arroz. Questionada, a senhora respondeu, admitindo: “É, não estou pensando nos outros”.

Que bom que ela percebeu isso, mas não desistiu da compra… hehehe As pessoas são levadas pela emoção. Quando se deparam com uma bolsa, roupa ou sapato novo ficam eufóricas e esta euforia cria um sentimento de necessidade. Com a greve, a emoção que está ditando os ânimos é o medo.

No primeiro caso – nas compras pela euforia – as pessoas experimentam sentimentos como autoconfiança e otimismo exagerado, o que lhes dá a certeza de que vão conseguir pagar. Sem pensar, compram com o cartão de crédito (do banco ou da loja) e se esquecem das parcelas que ainda vão vencer de compras realizadas em outras ocasiões. Ou seja, com mais uma compra o  montante a pagar vai aumentar.

Compensar momentos de tristeza ou quando você imagina que precisa de uma recompensa também são emoções que podem desestabilizar as suas finanças.

No segundo caso – estocar alimentos – pode provocar aumento dos preços dos produtos e queda na qualidade. Cuidado, pois os alimentos podem estragar se ficarem muito tempo guardados e aí você perde o dinheiro e a comida que comprou.

Fico pensando nestes comerciantes oportunistas que estão aumentando o preço dos produtos. Qual a diferença deles para o político corrupto que ele tanto critica?

Gente, o Brasil precisa de oração. Nós precisamos pedir a Deus pelo nosso país. As pessoas não se entendem, governantes batem o pé, grevistas idem e não conseguem encontrar uma solução. Fica aqui o meu apelo a Deus que olhe pelo nosso país e tenha misericórdia de todos nós! 😉