A cilada do crédito consignado

Dia 291/365:

Você tem registro em carteira? Então você pode contratar o crédito consignado. Simples sim? Sim, e é aí que mora o perigo. E o “Obrigada, estou apenas olhando” precisa alertar.

Sim, o consignado é a linha mais barata de crédito pessoal do mercado, mas as parcelas do financiamento são debitadas, diretamente, do salário do cliente.  Aqui, os juros são mais baixos por conta da segurança que o banco tem de que vai receber de volta o valor emprestado.

Esta é uma boa opção também para quem está com o nome incluído nas listas dos órgãos de proteção ao crédito. Na modalidade consignado, existem linhas específicas para servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS. Há algum tempo alertei aqui sobre emprestar o nome para empréstimos. E os vovozinhos e vovozinhas estão se endividando por conta de filhos e netos que usam as facilidades do crédito consignado para emprestar dinheiro com juros mais baixos.

Um aviso aos filhos e netos: precisa pagar as parcelas para o seu avô ou sua avó! O número de empréstimos entre a aposentados e pensionistas vem aumentando a cada ano.

Se você não tiver outra alternativa a não ser pedir um empréstimo, não se esqueça de planejar como sair dele. Lembre-se, é uma nova dívida que você terá que honrar, mesmo que não queira, pois as parcelas são debitadas na sua folha de pagamento.

Lembre-se que ao contrair um empréstimo consignado, seu salário vai diminuir. Por isso, não não ultrapasse 15% da sua renda mensal: para não ficar sem pagamento. E também não busque um novo empréstimo sem quitar o anterior. Você está saindo do atoleiro e não vai querer se afundar ainda mais.

Meu desejo é que você consiga quitar suas dívidas o quanto antes, para que não pague muito juros. Vá se livrando das dívidas mais caras. E, por favor, planeje e controle as suas finanças. Gaste de acordo com as suas posses, ou seja, sempre menos do que você ganha!

Eu daqui sigo torcendo para que você encontre o seu caminho, como eu encontrei o meu. E que Deus continue NOS inspirando a buscar sempre as melhores oportunidades. Seja feliz! 😉

 

 

Casa própria? Salão do Imóvel pode ser a sua oportunidade

Dia 260/365:

Com a retomada da economia, o sonho da casa própria volta às expectativas das pessoas. Este fim de semana, acontecem oportunidades em diversas regiões do país, inclusive em Jundiaí/SP. E o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ participou da abertura do 9º Salão do Imóvel que acontece no Maxi Shopping Jundiaí até domingo.

Mas mesmo diante das facilidades, uma vez que a CAIXA reduziu, recentemente, os juros do crédito imobiliário para financiamento de pessoa física com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Os organizadores esperavam 8 mil visitantes em três dias de evento, mas agora, com a falta de combustível na cidade, esse número deve baixar. Mesmo assim, o primeiro dia já mostrou a força do mercado imobiliário com empreendimentos em Jundiaí e região. Aqui, diversas opções de imóveis novos e usados, entre apartamentos, casas, condomínios de lotes estarão distribuídas entre os estandes das 13 construtoras e incorporadoras participantes: Santa Angela, MRV Engenharia, FA Oliva, Mac Lucer, Living, TS Engenharia, Diretiva, Promoval Empreendimentos, Halbac Construtora e Arquitetura, Torres, Terra, Arbore Engenharia e Fênix Construtora.

Como jornalista, já ouvi muitas histórias, pessoas emocionadas, realizadas e na expectativa do primeiro imóvel.  Mas para que a alegria do sonho realizado  não se torne um pesadelo, você precisa avaliar alguns pontos antes de assinar o contrato.

1) Avalie sua situação financeira: se você não tem outras dívidas, o salário sobra no final do mês, você já está poupando para o futuro e tem uma reserva financeira, você está liberado para seguir para o próximo item a ser avaliado:

2) Descubra quanto você vai gastar: some todos os custos que terá. Com o financiamento do imóvel, entenda todos os custos que terá ao longo da construção do imóvel e depois da entrega das chaves, caso seja um imóvel comprado na planta. Se for um imóvel usado, liste os gastos com reforma, manutenção, condomínio, IPTU e despesas fixas como água, luz, telefone…

3) Descubra o imóvel que você pode pagar: tenha paciência e pesquise bastante. Não avalie somente o valor do imóvel, mas o custo/benefício também. Pesquise sobre a construtora, investigue se ela entrega no prazo, procure saber com outros clientes se já tiveram algum problema: não compre gato por lebre.

4) Na planta, novo ou usado: apartamentos novos vêm ‘cru’, ou seja, você irá gastar com o acabamento, móveis, decoração. Os usados, por outro lado, estão prontos para morar. Aí, importante é você avaliar qual será o custo/benefício menor, pois os usados, apesar de estarem prontos, podem ter custos com reforma.

5) Planeje como vai pagar: comprar à vista (nosso mantra) é o ideal, mas é mais difícil juntar tanto dinheiro para comprar um imóvel à vista. Os valores variam de R$ 159 mil a R$ 400 mil. Imagina? hehehe A gente bem que poderia ganhar na loteria né? Isso facilitaria tanto as coisas hehehe Se você não ganhou na loteria, nem na Tele Sena do Silvio Santos, economize o máximo que puder para dar uma boa entrada no imóvel, assim o saldo devedor diminui e o financiamento fica mais atrativo. Negocie com a construtora, faça uma contra-proposta e peça descontos, por quê não? Para a entrada, você pode usar o FGTS, vender o carro e usar seus investimentos, mas não mexa no seu colchão financeiro, a reserva que você tem para imprevistos.

6) Se for financiar, fique atento às linhas de crédito: existem opções como consórcio (ideal para quem não tem pressa de comprar o imóvel, mas que permite os lances e aportes que podem antecipar a entrega da carta de crédito. Sobre os financiamentos, verifique se as parcelas (inclusive as intermediárias) cabem no seu orçamento.

Realizar sonhos é a oportunidade que Deus nos dá para viver melhor, afinal, ninguém sonha em piorar as suas condições. Então, se chegou a sua hora de comprar um imóvel, realize este sonho e que Deus te abençoe! Lembre-se de buscar direcionamento com Ele: é o melhor conselheiro na hora de tomar decisões importantes. Que Ele continue NOS protegendo, NOS abençoando e NOS orientando em todo os momentos. Seja em Deus 😉

 

Na hora de trocar o seu carro, fuja do financiamento

Dia 253/365:

Juros zero, IPVA pago, valorização do usado… São tantas as promessas que fica difícil decidir não? Hoje vi uma propaganda sobre um carro que estou paquerando hehehe e fiquei tentada a conhecer de perto tudo que a concessionária estava oferecendo. Mas, com o ‘Obrigada, estou apenas olhando’, aprendi a olhar uma segunda, terceira e até quarta vez, se for necessário.

Se você está pensando em comprar um carro ou trocar o seu, precisa levar em consideração alguns itens que, depois da conversa na concessionária, fiquei matutando e gostaria de dividir com vocês.

Vale a pena financiar? 

Cheguei a esta conclusão que não! Depois de fazer as contas com a simulação que o vendedor me fez: o valor do carro é R$ 36 mil (completo e com mais 4 revisões incluídas). Fizemos uma simulação com R$ 15 mil de entrada e o restante financiado em 36 meses. A promessa de juros zero, esquece, é balela! Com juros de 1,39% ao mês, os R$ 21 mil que seriam financiados, ao final dos três anos, se transformariam em R$ 27 mil.

No final das contas, os R$ 27 mil financiados + os R$ 15 mil de entrada, o carro que custava R$ 36 mil, subiu para R$ 42 mil. Assim, concluímos que financiar não é um bom negócio. O ideal é guardar o dinheiro (como fiz entre os anos de 2013 e 2015) e comprar à vista.  Se os juros fossem zero, as parcelas de R$ 750,00 cairiam para R$ 583,00. Uma diferença considerável.

Economizando, poupando e investindo, você conseguirá um bom desconto ainda na hora de comprar à vista. Mas se não puder esperar para comprar o carro, procure com o seu banco e entre as concessionárias aquela que oferece as menores taxas de juros. Fique atento também ao valor final do financiamento, com esta conta que fiz agora (de R$ 36 para 42 mil) e não na parcela que cabe no seu bolso.

Novo ou usado?

Usado, sem dúvida! A satisfação do carro zero dura pouco. Confesso que fiquei encantada em entrar no carro, arrumar a altura do banco, dos espelhos, sentir o volante (o carro vem com rádio! O meu não tem heheh). Mas você sabia que ao sair dirigindo seu carro da concessionária, ele já se desvalorizou cerca de 20%?

Eu preciso mesmo?

Reflita sobre os motivos que te levam a querer um carro novo e se você precisa mesmo se endividar para tê-lo. Carro, gente, não é investimento! É um bem que se desvaloriza rapidamente e que ainda vai lhe trazer gastos como combustível, revisões, manutenção, seguro e até estacionamento.

Escolha bem o modelo

Não leve em consideração apenas a beleza ou o conforto do carro. Mais uma confissão a fazer: estava namorando o carro novo pela beleza e modernidade, pois o meu oferece tudo que este tem (menos o rádio hehehe). Considere também todas as despesas que ele vai lhe trazer: valor do seguro, manutenção e a desvalorização do modelo. Vale lembrar uma coisa que aprendi hoje que modelos mais luxuosos desvalorizam mais e são mais difíceis de vender. O vendedor me confidenciou que o meu carro é muito procurado (pela baixa manutenção e economia).

Pelo jeito, você já sabe qual a minha decisão né? Vou comprar um rádio para o meu carro e ficar com ele mais um pouco ehhehehe Continuar poupando e comprar à vista como fiz em 2015.  Depois de tantas informações na concessionária, cheguei em casa, fiz as contas e decidi que não vou comprar mesmo. Vou esperar. 

Deus sabe de todas as coisas. E acredito que foi Ele que me orientou a fazer todas essas contas para me mostrar que não vale a pena. Este post foi inspirado por ele também. Para que eu pudesse alertar vocês a não cometerem o erro que eu QUASE cometi. Que Deus continue NOS orientando e NOS protegendo, NOS inspirando e NOS mostrando os melhores caminhos, abrindo NOSSOS olhos e a NOSSA mente para entendermos sempre, o que é melhor! Obrigada, Senhor 😉

 

Se aprovado hoje, novo Cadastro Positivo vai democratizar acesso ao crédito

Dia 243/365:

Um histórico de todos os pagamentos que nós fazemos. Esta é a proposta do Cadastro Positivo, cujas novas regras, se aprovadas hoje, na Câmara dos Deputados, pode democratizar o acesso ao crédito. O “Obrigada, estou apenas olhando” atento a este movimento, quer explicar pra você o que pode significar para a sua vida a aprovação do Projeto de Lei Complementar 441/2017 que desburocratiza as regras do Cadastro Positivo.

De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), se aprovado, o texto ainda segue para mais uma votação no Senado, antes de receber a sanção do presidente da República.  Pela alteração, que o SPC Brasil está apoiando, todos os consumidores brasileiros que possuem CPF passam a fazer parte automaticamente do cadastro. Mas, caso você não queira, pode pedir a exclusão das suas informações: é de graça!

Para o SPC Brasil, se aprovado, o Cadastro Positivo vai ajudar as pessoas a terem acesso ao crédito de maneira mais fácil e com juros menores, uma forma de ‘premiar’ as pessoas e empresas que pagam suas contas em dia e honram seus compromissos financeiros. Ao mesmo tempo que deve estimular, também, a competição entre instituições financeiras na oferta de crédito para as pessoas.

O Cadastro Positivo deve trazer benefícios tanto para o consumidor, quanto para o empresário.  Para um menos burocracia e juros mais baixos; para outro, uma certeza maior de que irá receber, seja um financiamento, empréstimos ou compras a prazo. Importante destacar que todas as informações são sigilosas e permanecerão preservadas.

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, explicou que o consumidor será analisado pelo seu próprio histórico de pagamentos e não apenas pelas restrições pontuais em seu nome, se por ventura existirem. “É um modelo mais justo e abrangente. Atualmente, o bom pagador é penalizado pelo consumidor inadimplente, fazendo com que os juros sejam elevados para todos, independentemente do seu comportamento financeiro”, analisa.

Gente, vai ser bom pra todo mundo! Mas espero que você não precise de crédito ou financiamentos e empréstimos. Agora que as suas finanças estão entrando nos eixos, tenho certeza que de você vai ter um Cadastro (beeeem) Positivo, daqueles de dar orgulho, com um carimbo grandão de pagador adimplente. Eba!

Com a graça de Deus, vamos conquistando tudo que merecemos, não é mesmo? Que Deus NOS abençoe e NOS proteja em todos os momentos e, principalmente, NOS oriente em todas as decisões que precisamos tomar! 😉

Cuidado com as novas regras do cheque especial

Dia 221/365:

Hoje, o post é de alerta sobre um das mais caras modalidades de crédito no Brasil: o cheque especial e o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ já alertou aqui sobre os perigos do cheque especial que tem a maior taxa de juros ao ano. Só pra você ter uma ideia, em fevereiro, a taxa média chegou a 324,1% ao ano.

Na semana passada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou as mudanças nas regras do cheque especial. O nosso alerta é para que você fique atento e não se endivide ainda mais.

As novas regras foram aprovadas por todos os bancos e passam a valer a partir de 1º de julho. A gente já falou aqui que o dinheiro do cheque especial não é seu. Tem gente que usa como dinheiro em conta e vai aproveitando como se fizesse parte do seu saldo bancário, durante o mês todo. Está errado! Para estes ‘espertinhos’, o banco vai, a partir de julho, oferecer um financiamento pessoal mais barato como alternativa para liquidar o limite utilizado.

De onde veio essa ideia? O governo já vinha sinalizando a possibilidade de adotar medidas para forçar a queda dos juros do cheque especial (já era tempo, não) como aconteceu com o cartão de crédito. As mudanças, segundo a Febraban, vão no sentido de orientar o consumidor sobre o uso adequado de produtos e serviços bancários. O que eles estão fazendo é forçando você a entender que este dinheiro não é seu.

Mas, por outro lado, a federação está com medo de que o camarada que não conhece sua situação financeira adquira o financiamento num mês e no mês seguinte use o cheque especial de novo. E isso não é difícil de acontecer, hein. Se sem o financiamento para pagar, a pessoa já usava o cheque especial, imagina com uma conta a mais para pagar?

Superendividamento – Já ouviu esta expressão? Esse é o risco que os consumidores que não têm controle de suas finanças correm a partir de agora. Suponhamos que o correntista tenha 4 mil de limite de cheque especial e utiliza o limite ao longo do mês. O banco vai cobrar esse dinheiro e mais os juros. Quando você usa o limite do cheque especial a sua dívida com o banco vira uma bola de neve que só vai crescendo. Suponhamos também que em três meses, você não conseguiu pagar a dívida e pede um financiamento no banco para quitá-la.

Se você não conseguir pagar, a dívida com o cheque especial só vai aumentando e agora, você tem também um financiamento para honrar. Se continuar usando o limite para, por exemplo pagar as parcelas do financiamento, com os juros do cheque especial em mais de 300% ao ano, em um ano, a sua dívida que era de 4 mil passa para 40 mil. Estes números são reais e estou usando aqui para te assustar mesmo e não entrar nessa de usar o limite do cheque especial. Repito: ESSE DINHEIRO NÃO É SEU!

O Superendividamento é o nome que se dá para a pessoa que tem mais de 50% de sua renda comprometida com débitos. Normalmente essas pessoas têm mais de um financiamento e quando o salário “cai” na sua conta, o banco vai lá e ‘come’ tudo, literalmente.

Campanha do Sapo – 

A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) lançou em março a campanha “Chega de engolir sapo” contra os altos juros dos bancos. Eles usam um exemplo bem fácil para entender como funciona de maneira desproporcional com que os bancos cobram os juros:

“Se uma pessoa tivesse ido a um banco para depositar R$ 100,00 na caderneta de poupança há dez anos, teria hoje na conta R$ 198,03. Se essa mesma pessoa tivesse usado o MESMO VALOR DE R$ 100,00, no cheque especial, na mesma data, teria hoje, no mesmo banco, uma dívida de R$ 4.394.136,97!! (QUATRO MILHÕES, TREZENTOS E NOVENTA E QUATRO MIL, CENTO E TRINTA E SEIS REAIS E NOVENTA E SETE CENTAVOS)”

Absurdo né, gente? Por isso é importante não nos deixarmos levar pelo dinheiro do cheque especial que está lá como alternativa para ser utilizado. Cuidado! O banco não deixou esse dinheiro lá porque ele é bonzinho. Ele deixou esse dinheiro lá, à sua disposição, por conta destes valores aí em cima. Não caia nessa!

Até eu fiquei assustada com tudo isso. Não dá mesmo para termos um país melhor se as pessoas estão endividadas. E a solução para isso não é ganhar mais hein. Em nenhum momento eu falei que você precisa ganhar mais, você precisa gastar menos do que ganha. Aprender a dar valor para o dinheiro, aprender a conversar com a sua família sobre isso: saber, exatamente qual é a receita familiar e planejar os gastos.

Que Deus NOS ajude e NOS afaste de mais esta armadilha. Ele não quer que nos endividemos, ele quer que tenhamos uma vida próspera. E você já entendeu isso né? Que Ele continue NOS abençoando e NOS protegendo. E até puxando a NOSSA orelha se entrarmos no cheque especial. Seja em Deus 😉