Uma experiência incrível

Hoje vivi uma experiência incrível. E não poderia deixar de dividir com o “Obrigada, estou apenas olhando”.

Venho acalentando o sonho de tocar bateria há algum tempo. Até estou buscando informação sobre aulas, valores e horários.

Mas sempre que vejo um baterista tocando logo imagino “não tenho coordenação motora pra fazer isso”. E sem querer, vinha sabotando a mim mesma.

Nesta tarde, acompanhando uma palestra sobre “Comportamentos e atitudes seguras no ambiente de trabalho” me deparei com a oportunidade de provar pra mim mesma que eu tenho coordenação motora pra tocar bateria!

Crenças limitantes, o palestrante falou! E eu logo me identifiquei. Mas quando ele perguntou quem queria experimentar. Não o deixei nem terminar a sua frase e já fui logo levantando a mão!

Medo de pagar um micão na frente das pessoas, coração acelerado, vergonha, quase infartei ao me sentar na atrás da bateria, de frente para a plateia…

Paciente, Cláudio Maroto, o palestrante, me ensinou o que eu tinha que fazer. A respiração foi acalmando e consegui aproveitar os meus três minutos de show! Foi incrível!

Nunca deixe ninguém e nem você mesma (o) dizer que não pode fazer alguma coisa! Aproveite todas as oportunidades de viver algo incrível! Prefira sempre uma vida extraordinária a uma vida comum.

Viva tudo que há para se viver! Deus espera isso de você: ele nos deu uma vida incrível para a vivermos em plenitude! Honre esse dom maravilhoso e seja feliz! 😉

Cláudio Maroto, obrigada pela oportunidade e por me mostrar que sou capaz!

Como eu era antes de você…

Amo este filme! Me lembro muito da minha mãe e isso não me entristece. Pelo contrário, me deixa em paz… Sempre choro, é claro, mas são lágrimas que lavam a alma e acalmam…

O desafio do “Obrigada, estou apenas olhando” acabou, mas, este talvez seria o título de um livro sobre esta experiência…

Como eu era antes de você… Eu era perdulária, sim! Confesso que sempre que passava no shopping para almoçar ou ir ao banco, saía com uma sacola…

O engraçado é que a sensação boa fica com a gente até chegar em casa… heheheh Depois vem a preocupação sobre como pagar e, algumas vezes, você olha para a sacola e de pergunta: porquê fiz isso?

Estou aqui lembrando de quando fazia isso… Realmente é como se passasse um filme pela minha cabeça. Lembro-me que eu NUNCA experimentava as roupas na loja… Talvez fosse para não mudar de ideia e, consequentemente, desistir da compra…

Eu gostava de comprar, do ato da compra, da sensação… E devo confessar que estou vivendo o “é agora?” E, se você está curiosa (o), fique tranquila (o)! Eu não fui às compras!

E não fui, não tive vontade, mas também tive medo… Medo de me descontrolar e, apesar de estar precisando de lingerie, vou esperar mais um pouco…

Esperar para entender todo esse turbilhão de sensações! E, com a graça de Deus, tudo vai se encaixando…. Como eu era antes de você, desafio? Não sei bem! Mas, agora, sou, divertidamente, uma mulher que para, pensa e consegue tomar a melhor decisão, graças a Deus! Seja feliz! Seja financeiramente, consciente! Sinta-se abençoado! 🙏🏻❤️😉

A foto do post mostra a alegria da personagem Louisa Clark ganhando seu presente de aniversário: as enigmáticas meias listradas! Ah as mulheres e sua paixão por roupas… hehehe

Pare de reclamar

Dia 346/365:

A contagem regressiva que começamos há quase um ano está chegando ao fim e, nesse tempo, com o “Obrigada, estou apenas olhando”, ouvi muita reclamação.

Além das reclamações ouvi muito desdém, piadas e senti o descrédito das pessoas (amigos ou não).

Mas hoje, quando as pessoas ouvem que estou próxima da minha meta de reserva financeira (colchão), ficam impressionadas e começam a entender o porque disso tudo.

Não tinha dívidas, pois pagava em dia as minhas contas. Mas não tinha uma reserva financeira e foi isso que me motivou a ficar um ano sem comprar as bolsas, sapatos e supérfluos que eu adorava comprar semana sim e a outra também heheheh

Mas sabe o que percebi também? As pessoas querem ter uma reserva financeira, mas não querem pagar o preço. As pessoas querem diminuir suas contas, mas não querem parar de comprar….

Aí fica difícil, né, gente? O que você acha? Como vai conseguir parar de reclamar da fatura do cartão, se você não para de comprar?

Os esforços, a dedicação e a perseverança, mesmo quando parece que não vai conseguir, precisam ser mantidos firmes.

O começo não foi fácil, mas agora, perto do fim, parece que a vida inteira fui assim e já estou pensando em continuar por mais um ano… Quem sabe!? Quem vem comigo!? Podemos trocar experiências sobre este período!

Quem sabe Deus não toca o seu coração lendo este post e você não decide me acompanhar! 😉

Uma loja ansiosa

Dia 338/365:

Desde que comecei este desafio com o “Obrigada, estou apenas olhando”, sinto, a cada dia que as pessoas e, principalmente, as lojas estão mais ansiosas que eu com a chegada dos 365 dias.

Hoje, fui ao salão (o Espaço da Beleza, comandado pela Joyce e pela Leticia, faz parte de uma parceria de troca de serviços que vem dando muito certo). Lá tem uma loja de roupas, a Piazzo Modas. A ideia é ótima né? A empreendedora está no lugar certo: salão de beleza está sempre repleto de mulheres e mulheres quando veem roupas….

Mas sempre que a Susiane, dona da Piazzo, me encontra pergunta: – E aí, já acabou o seu jejum? Tenho coisas lindas aqui! E, diante da minha resposta negativa, inconformada, ela questiona: – Não acabou ainda?

Eu dou risada e explico que está acabando. Mas o que as pessoas precisam entender que este desafio é mais que um ano sem compras: é um ano de muito aprendizado!

E como voltar a ser a mesma pessoa depois de tanta coisa na cabeça? Como voltar a ser a mesma pessoa depois de tanto aprendizado? Como voltar a ser a mesma pessoa depois de aprender a dominar minhas vontades e desejos em detrimento de um objetivo maior?

Outra loja que não se conforma com meu um ano sem compras é uma de lingerie: a vendedora me manda mensagem no WhatsApp todo mês, com fotos lindas dos produtos e sempre pergunta: – Já acabou? Pode comprar agora?

Entendo a vontade das lojas em vender e até agradeço a Deus por elas estarem me questionando, me procurando e me “tentando”: isso me ajuda a lembrar dos meus objetivos e me mantém longe do perigo e firme no propósito! Obrigada, Senhor! 😉

A foto da ampulheta ilustra bem a ansiedade das lojas e o meu resultado: saldo positivo! 💰💴

Casados? Dividam as despesas da família

Dia 318/365:

O “Obrigada, estou apenas olhando” já abordou sobre a divisão de finanças entre namorados; para noivos, com as despesas do casamento, e agora entre 4 paredes.

Preocupada (o) com as finanças do casal? Quando o assunto é vida a dois, diálogo, respeito e transparência têm que caminhar de mãos dadas, seja qual for a área do relacionamento.

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgou no primeiro semestre que apenas 39% dos entrevistados sabem quanto o cônjuge ganha.

A falta de informação e transparência pode ser o início dos problemas da vida a dois. Se o casal não conversa sobre isso, pode estar vivendo um estilo de vida que não condiz com a realidade financeira da família.

As conversas do casal sobre as finanças devem ser bem honestas em relação à situação monetária da família e às preocupações com o futuro: aquilo que vocês desejam alcançar e em quanto tempo.  Definam um projeto de vida juntos e entrem em sintonia para alcançar cada meta.

Além de saber quanto o outro ganha, as despesas também devem ser transparentes. Quando surge a dúvida, quem vai pagar o quê, vocês precisam sentar e conversar.

O livro do Gustavo Cerbasi, “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” (Editora Gente, 2004) me ajudou a escrever este post. Lá ele  ensina como casais apaixonados podem morar sob o mesmo teto sem desgastar a relação por causa de dinheiro (ou pela falta dele). Um dos alertas do autor é sobre competição: quem ganha quanto ou quem paga o quê… Encarar estas questões como competição pode trazer problemas. Com o passar do tempo, alerta Cerbasi no livro, um dos dois pode se tornar uma pessoa frustrada por não conseguir acompanhar o ritmo do outro.

Quem está começando a aventura a dois e não sabe como administrar esse assunto, Cerbasi aconselha  a estabelecer prazos para que o casal assuma níveis crescentes de união financeira. “Nos primeiros doze meses de união, todas as contas comuns são divididas meio a meio e o casal contribui igualmente para um fundo de escolhas (como férias, presentes a amigos e decoração da casa)”, sugere.

Decidam juntos sobre o orçamento e as despesas: decidir juntos, por exemplo, quanto gastar nas contas de consumo (como água, luz, telefone e gás) e quais outros serviços serão adquiridos (como internet, academia, faxineiros etc.), impede que haja frustrações quanto a um padrão de vida irreal ou desentendimentos quanto a gastos supérfluos. Coloquem em uma planilha todos os custos fixos do casal, como impostos, aluguel, condomínio ou prestações adquiridas, para que haja um melhor controle sobre o orçamento disponível para as compras mensais.

Façam uma reserva financeira: é impossível prever todos os percalços que podem aparecer. Ainda mais quando compartilha-se a vida com alguém — a probabilidade dobra. Portanto, é importantíssimo que haja uma reserva para qualquer problema que, no futuro, represente gastos ou queda no orçamento do casal.

Separem parte da receita para passeios e compras: separarem uma parte da receita para fazerem juntos o que gostam. A partir do momento em que vocês estão gerindo a renda familiar juntos, fica fácil decidir, com diálogo e transparência, quanto vai para o quê.

Importante, como disse no início, é ser o mais honesto possível com seu cônjuge sobre o assunto. Desta forma, um não correrá o risco de se endividar para fazer as vontades do outro e vice-versa. Além do que viverão de acordo com o padrão de vida condizente com a realidade financeira dos dois.

Este foi um dos temas mais difíceis de escrever. Mas acho que consegui hehehe E que o Deus que uniu o casal ajude-os a lidar com o dia a dia de maneira honesta, saudável e com amor. Respeito e carinho são fundamentais para manter um relacionamento saudável. Que Ele NOS ajude também a NOS mantermos firmes no caminho de poupar e buscar uma vida mais equilibrada e uma relação mais tranquila com as finanças. 😉

Vai casar? Dívida as contas

Dia 317/365:

Ontem, o “Obrigada, estou apenas olhando” falou sobre a fase do namoro. Suponhamos que o relacionamento evoluiu e vocês ficaram noivos.

Preparem-se, vai começar a cobrança. Preparem-se para começar a ouvir de amigos, parentes e até vizinhos: “Quando vai ser o casório?”. Calma, vocês não precisam casar imediatamente. Esta data pode ser o start para marcar Wedding Day e a partir daí vocês se planejam com tudo que vão precisar fazer JUNTOS!

DICA DE OURO: DEFINA UM VALOR E ORGANIZE TUDO DENTRO DESTE ORÇAMENTO: para que isso aconteça vocês terão que ficar atentos a três verbos: planejar, organizar e controlar.  Lembre-se de controlar os gastos, anotar tudo e, se estiver saindo do orçamento, reorganize as contas!

FAÇAM LISTAS! Faça uma agenda com tudo que terá que fazer. Defina tempos  como um ano antes da data, seis meses antes, três meses antes, um mês antes e depois diariamente até chegar o grande dia. Se você contratar uma cerimonialista, ela cuida de tudo isso pra você, mas aí você não vai aproveitar as delícias de correr atrás das coisas hehehe

FAÇAM UMA POUPANÇA: se vocês acabaram de ficar noivos, mas ainda não tem uma data prevista para o casório, comecem uma poupança juntos. Quem sabe não conseguirão pagar alguns serviços à vista? Lembrem-se, pagando à vista é possível negociar desconto.

ESCOLHA A MELHOR DATA: quando for escolher a data do casamento, é bom ficar atento aos meses de abril, maio (mês das noivas), setembro (início da primavera), novembro e dezembro (fim de ano) são os mais caros. A baixa temporada dos casamentos acontece nos meses de janeiro, fevereiro, março, junho e agosto segundo as organizadoras de casamento. Ah, é bom lembrar também que almoços sempre saem mais barato do que jantares, para a recepção aos convidados.

APERTEM OS CINTOS: combinem entre vocês que com a aproximação do grande dia, vocês vão economizar. Gastos supérfluos, além de jantares e cineminhas podem ser reduzidos para economizarem na reta final.

CUIDADO PARA NÃO ENGORDAR OU EMAGRECER DEMAIS: hehehe Sim, eu tenho que dizer isso! Alguém precisa dizer pra vocês heheh Com o estresse grande dos preparativos para o casamento, tanto a noiva, quanto o noivo, costumam engordar ou emagrecer, dependendo de como encaram o estresse: comendo ou perdendo a fome heheh Então, cuidado!

Ah, casar deve ser lindo né? Eu também já sonhei com isso… Mas é melhor ficar aqui trabalhando e  imaginando o dia de vocês… hehehe Pedindo a Deus para que seja tudo lindo, maravilhoso e abençoado. 😉

Ter dívidas não é normal

Dia 307/365:

Dívidas e aperto financeiro já faz tão parte do seu dia a dia que você acabou se acostumando com essa situação? Sinto dizer, mas isso não é normal. E o ‘Obrigada, estou apenas olhando’ vai te ajudar a entender o porquê.

Você pode até se esforçar, mas no fim do mês é sempre a mesma coisa: sem dinheiro para bancar pequenas compras e até para guardar?  Você precisa entender que as pequenas decisões de gastos supérfluos (e que muitas vezes você não pode bancar), recorrentes, acabam no fim do mês minando as suas finanças.

Cuidado com a forma com que lida com o dinheiro. Se as dívidas não acabam nunca é um indício de que você está gastando além do que pode. Organize-se para quitar todas as dívidas para só então voltar a comprar.

Dívida é toda conta que você deixou de pagar na data do vencimento. Se você recebe  no dia 15 e suas contas vencem dia 5, verifique a possibilidade de alterar a data do vencimento de cartão de crédito, água, luz, telefone. Coloque sempre uma semana após a data do seu pagamento. Vai ficar mais fácil acabar com o atraso nos pagamentos desta forma.

Acompanhar as finanças é olhar tanto para a fatura do cartão de crédito, quanto para o saldo da sua conta corrente TODA semana. Acompanhe seu orçamento e planejamento financeiro com a mesma periodicidade.

Escolha a melhor forma de controlar suas finanças (no caderninho, na planilha do computador, usando aplicativo, não importa). Não importa como, desde que faça! E a partir de todas as despesas anotadas, vá avaliando onde é possível economizar. Monitorando você também conseguirá, inclusive, visualizar quando estará livre das dívidas.

Monitorar vai te ajudar, por exemplo, a se disciplinar. Sempre que vir um saldo na conta, não pense em gastar. O monitoramento vai te ajudar a lembrar que você precisará daquele dinheiro para pagar uma conta alta (como aluguel, financiamento ou empréstimo).

Vai por mim que dá certo. Primeiro livre-se das dívidas, pague suas contas em dia e só depois volte a comprar hein. Dê um tempo das compras que garanto que você vai conseguir doar, dizimar e até ajudar outras pessoas. Deus vai se alegrar com sua atitude e sua maneira de tratar o dinheiro, com liberdade para fazer o que quiser, sem se endividar. 😉