“Não boto o chapéu onde a mão não alcança”

Dia 287/365:

A relação com o dinheiro é uma coisa curiosa. Com o ‘Obrigada, estou apenas olhando’, a cada dia percebo que as pessoas sabem o que precisa ser feito para não cair em armadilhas de bancos, de compras por impulso e em dívidas… Mas, simplesmente, não fazem…

E a questão é por quê? Porque será que as pessoas não tomam a decisão de viver melhor e mais tranquilas, financeiramente, falando? Sim, porque ter uma vida financeira saudável é uma escolha, é uma decisão!

Hoje participei de uma palestra com o nosso educador financeiro Pedro Braggio, na Construtora Santa Angela. “Com esta ação, a Santa Angela está mostrando que se preocupa com os seus colaboradores dentro e fora da empresa”, comentou. “Se o funcionário está feliz fora da empresa, ele leva esse sentimento bom pra o seu trabalho também”, explicou o educador.

E foi muito legal ver que a simplicidade dos trabalhadores escondia uma sabedoria incrível, uma sabedoria que vem da vivência do dia a dia; dos erros e acertos e de suas escolhas…

Um dos colaboradores da empresa, seo Pedro, xará do educador, explicou que não tem dívidas. E se orgulha disso. Mas o que são dívidas? Dívida é toda conta que já venceu e você não teve condições de pagar. Ou seja, a principal característica da dívida é a inadimplência.

Casado, ele tem uma filha de 6 meses. “O dinheiro não falta”, conta orgulhoso, certo de que está fazendo o que é certo para sua família. “Temos uma pequena reserva financeira”, completa. A esposa também trabalha e, juntos, os dois salários, cobrem todas as despesas da casa e dá pra viver com tranquilidade.

O segredo do seo Pedro? Não gastar mais do que ganha. Usando de um provérbio português – “Não boto o chapéu onde a mão não alcança” – seo Pedro, sabiamente, explicou que é preciso ir até onde podemos. Ir além, muitas vezes, pode ser falta de sabedoria.

Hoje, a palestra foi do Pedro Braggio, mas acredito que até ele aprendeu muito com as pessoas que estavam ali para ouvi-lo. Eu também aprendi muito. E falei também… heheh Sabe, gente, eu não consigo ficar quieta, tenho que participar, interagir… E faz um bem danado poder ajudar.

Que Deus continue NOS dando novas oportunidades para aprender onde menos esperamos. E que possamos estar atentos aos ensinamentos e assimilá-los para o NOSSO próprio bem. Seja feliz! Vá até onde você pode. Ir além, em determinado momento, pode não ser o que Deus quer pra você. Tudo ao seu tempo. Há tempo pra tudo: tempo de plantar (planejar) e tempo de colher (comprar). Pense nisso! 😉

O dinheiro é um tempo de vida que se foi…

Dia 192/365:

Acho fantástico quando as pessoas vêm alguma coisa sobre consumismo e me marcam nas postagens ou compartilham na minha página. Na verdade elas não estão se lembrando de mim, especificamente, mas do propósito. Elas se lembram do ‘Obrigada, estou apenas olhando’.

Agora pouco também recebi pelo whats um link que vamos bordar no próximo post. Um tema inspirado por nossos seguidores. Isso é demais e fico muito, muito, muito feliz e agradecida a Deus por estar cuidando de nós desta forma tão carinhosa.

Mas o post de hoje é sobre um vídeo em que o ex-presidente uruguaio e senador José Pepe Mujica fala sobre a sociedade do consumo, que ele descreve como ‘uma gigantesca teia de aranha que está montada em função da acumulação’.

Acumulação de quê? De coisas! Mas ele levanta uma análise interessante e que vale a pena debater aqui.

Mujica defende que quando a gente gasta com alguma compra, o instrumento é o dinheiro, mas, que na verdade, estamos comprando com o nosso tempo de vida que se foi. Faz sentido. Nosso dinheiro é fruto do trabalho. Muitos pais e mães de família trabalham, trabalham, trabalham e esquecem do mais importante: viver a vida!

Quando chegam em casa estão cansados demais para brincar com o cachorro, ouvir a esposa ou o marido, brincar com as crianças. Estas pessoas estão, equivocadamente, escolhendo colocar todo seu tempo e atenção em ganhar dinheiro e se esquecendo de todo o resto.

E Mujica coloca de uma forma para assustar mesmo. Ele diz: ‘você está gastando o tempo de sua vida que se foi”. Se foi, não volta mais. Os filhos estão crescendo e não dá pra resgatar isso… Importante que façamos um exercício para avaliar se estamos empregando nosso tempo em coisas que o dinheiro não compra…

Por isso que devemos avaliar ainda mais nossas compras. Comprar exatamente o que precisamos para não gastar nosso dinheiro com coisas que não valem a pena, pois, nosso dinheiro acaba de ganhar um valor a mais agora: é o nosso tempo de vida (que não volta mais).

Fica assustador pensarmos desta forma. Mas é necessário para que o choque de realidade nos encontre e faça com que reavaliemos cada vez mais as nossas decisões. Para Mujica, pobre é aquele que precisa muito de coisas.

Que você precise cada vez menos de coisas, e mais das pessoas, dos amigos, da família e de Deus. Busque a Deus, clame por Ele nos momentos desesperados e nos alegres também. Lembre-se de partilhar com Ele as coisas boas, suas vitórias. Da mesma forma como Ele está com você na aflição, também quer participar da comemoração! Que Ele continue NOS abençoando e NOS protegendo a cada dia, em cada momento.  Seja feliz, aproveite o seu tempo com sabedoria. 😉