E próximo ao Dia dos Pais, vamos falar dos filhos

Dia 336/365:

E próximo ao Dia dos Pais, vamos falar dos  filhos. É claro que os filhos aprendem pelo exemplo, muito mais do que pelas palavras. Com quais exemplos você está ensinando seus filhos? O ‘Obrigada, estou apenas olhando’ precisa te alertar para os possíveis danos que você pode estar causando aos pequenos.

  • Você diz que não tem dinheiro, mas compra mesmo assim com o cartão de crédito?
  • Você não sabe dizer não para seus filhos?
  • Você explica pra eles o que pode e o que não pode fazer?
  • Você dá mesada ou semanada e orienta-os a cuidar do dinheiro?
  • Você os ensina a dividir os brinquedos e doar aqueles que não usam mais?

Refletir sobre estas questões pode te ajudar a identificar como você está tratando o tema finanças com os crianças. É importante que elas conheçam a situação financeira da família. Assim, vai ficar mais fácil fazer com que a criança entenda e respeite os limites de compras e gastos e também as frases ditas por vocês, do tipo “esse mês não temos mais dinheiro”.

Lembre-se, tratar esta situação com transparência fará com que seus filhos o respeitem ainda mais. Explique o que eles são capazes de entender (de acordo com a idade de cada um), assim, sua consciência ficará mais tranquila e você não precisará passar por apertos para esconder das crianças qual a real situação da família.

Não ostente, lembre-se que você é exemplo. Que tipo de filho você quer criar para o mundo? Peça orientação de Deus e TUDO ficará mais fácil. Seja feliz 😉

Como envolver a família nas finanças da casa

Dia 188/365:

Estamos na semana 11 do Desafio das 52 Semanas e no post dessa terça-feira, no Facebook do ‘Obrigada, estou apenas olhando’, falamos sobre a família, incentivando todos os membros a participar das finanças da casa.

E, por conta dela, recebi uma mensagem in-box pedindo ajuda para falar com a família sobre as dificuldades financeiras e sobre como convocar todos a participar das economias mensais e até do exercício de poupar. Veja o pedido de socorro:

“Vi o post sobre envolver a família para poupar e fiquei pensando na situação lá em casa. Minha família não conhece a nossa situação financeira. Em casa, só eu trabalho, tenho esposa e dois filhos pequenos (7 e 12 anos). Não consigo falar não para eles e, por conta disso, nos envolvemos em dívidas que não tem fim. Estou precisando de ajuda”

Situação delicada não é pessoal? Como deve ser difícil dizer não àqueles que amamos. Lembro bem da minha mãezinha que se desdobrava para cuidar de mim e do meu irmão, quando meu pai nos abandonou. Enfrentava as dificuldades e nunca nos deixou faltar nada. Mas, mesmo em toda a sua ingenuidade e simplicidade, sempre foi sincera conosco, quando pedíamos algo que ia além da sua capacidade.  E hoje posso imaginar como deveria doer nela assumir esta postura de ‘não posso’…

Mas, para sair dessa situação, não tem outro jeito: o caminho deve ser o da transparência, respeito e sinceridade. É o segredo para ter qualquer conversa com a família sobre o assunto que for. Mas finanças, sempre foi e sempre será, um assunto delicado. E, por conta disso, os cuidados devem ser redobrados.

E como estamos lidando com uma família e esta pode ser a dúvida de muitos outros pais e mães, fui conversar com o nosso educador financeiro, Pedro Braggio. “Se um dos membros da família resolveu cuidar das finanças da casa sozinho e já faz tempo que carrega esse fardo pesado, está mais do que na hora de dividir as preocupações com os filhos e com o cônjuge”, explica.  “Por que carregar tudo isso sem dividir com os outros? Tirando o peso das costas, é possível planejar um novo rumo para as finanças da família e vai ser bom para todos”, aconselha.

Mas como conversar com a família? Importante é que você não faça da conversa um sermão, nem uma bronca, senão o assunto fica pesado e ninguém vai querer ouvir. Com os pequenos faça-os entender o o valor do dinheiro: não dá em árvore e custa ganhar.  Lance um desafio. Chegue com um porquinho para cada um e desafie-os a enchê-los. Ou algo do tipo, use a sua imaginação e aproveite para brincar com as crianças.

Converse com todos da família sem marcar data e horário: vai ficar mais fácil. Comece a conversa como se fosse como outra qualquer. E vá sentindo a reação do membros da família. Com o seu cônjuge, que entende e sabe discernir, pode ter uma conversa em separado, seja sincero, mostre que ao longo do casamento sempre fez, sempre se desdobrou, mas que agora não está conseguindo mais… Quem sabe ela (neste caso) não se empolga em ajudar na renda família, fazer um trabalho dentro de casa mesmo (por conta de cuidar dos filhos) e que lhe traga uma remuneração extra: de repente ela descobre um talento escondido com bolos e doces, por exemplo…

Outra forma de começar o assunto é despertar o interesse da família com um tema que eles gostem, como viagem, troca do carro, compra de uma casa maior, festas de aniversário… E explique que para que estas coisas aconteçam, todos deverão colaborar. Comece por aí e vá inserindo o assunto de economias e poupança desta forma.

Mas antes de mais nada, lembre-se de pedir orientação de Deus para conversar com a sua família. Peça para que Ele fale por você… Assim, tenho certeza de que não corre o risco de brigar, nem ofender ninguém. Quando Deus age por nós, tudo fica mais fácil, mais calmo e os resultados, certamente, serão incríveis! Vá com fé, vá com Deus e tudo vai ser resolver da melhor maneira para você e para sua família! Que sejamos felizes, prósperos e abençoados a cada dia, em todos os momentos. 😉

 

Organizando as finanças a dois

Dia 146/365:

Mais uma encomenda ao ‘Obrigada, estou apenas olhando’ chegou pelo Facebook.: um seguidor preocupado com as finanças do casal. Imagino que mais casais tenham essa dúvida. Quando o assunto é vida a dois, diálogo, respeito e transparência têm que caminhar de mãos dadas, seja qual for a área do relacionamento.

Recentemente, o  Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgou uma pesquisa sobre finanças do casal. Os resultados apontaram que apenas 39% dos entrevistados sabiam quanto o cônjuge ganhava. E aí podem começar os problemas: se o casal não conversa sobre isso, podem estar vivendo um estilo de vida que não condiz com a realidade financeira dos dois.

As conversas sobre as finanças do casal devem ser bem honestas em relação à situação monetária da família e às preocupações com o futuro, aquilo que vocês desejam alcançar e em quanto tempo.  Definam um projeto de vida juntos e entrem em sintonia para alcançar cada meta.

Sobre receitas e despesas, é importante que cada um saiba exatamente quanto o outro ganha e quais as despesas de cada um.  Quando surge a dúvida, quem vai pagar o quê, vocês precisam sentar e conversar.

Como sou solteira, recorri ao livro do Gustavo Cerbasi, “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” (Editora Gente, 2004). Lá ele  ensina como casais apaixonados podem morar sob o mesmo teto sem desgastar a relação por causa de dinheiro (ou pela falta dele). Um dos alertas do autor é sobre a competição sobre quem ganha quanto ou quem paga o quê pode trazer consequências sérias para o relacionamento. Agindo desta forma, com o passar do tempo, alerta Cerbasi no livro, um dos dois pode se tornar uma pessoa frustrada por não conseguir acompanhar o ritmo do outro.

Quem está começando a aventura a dois e não sabe como administrar esse assunto, Cerbasi aconselha  a estabelecer prazos para que o casal assuma níveis crescentes de união financeira. “Nos primeiros doze meses de união, todas as contas comuns são divididas meio a meio e o casal contribui igualmente para um fundo de escolhas (como férias, presentes a amigos e decoração da casa)”, sugere.

Decidam juntos sobre o orçamento e as despesas: decidir juntos, por exemplo, quanto gastar nas contas de consumo (como água, luz, telefone e gás) e quais outros serviços serão adquiridos (como internet, academia, faxineiros etc.), impede que haja frustrações quanto a um padrão de vida irreal ou desentendimentos quanto a gastos supérfluos. Ainda, é preciso colocar em uma planilha todos os custos fixos do casal, como impostos, aluguel, condomínio ou prestações adquiridas, para que haja um melhor controle sobre o orçamento disponível para as compras mensais.

Façam uma reserva financeira: é impossível prever todos os percalços que podem aparecer. Ainda mais quando compartilha-se a vida com alguém — a probabilidade dobra. Portanto, é importantíssimo que haja uma reserva para qualquer problema que, no futuro, represente gastos ou queda no orçamento do casal.

Separem parte da receita para passeios e compras: parte da minha receita é separada para cinema, almoço e outros passeios. Como não posso comprar bolsas, roupas, sapatos e afins, então separei um valor menor para esses mimos. Mas para o casal, é possível separar uma parte da receita para fazerem juntos o que gostam. A partir do momento em que vocês estão gerindo a renda familiar juntos, fica fácil decidir, com diálogo e transparência, quanto vai para o quê.

Importante, como disse no início, é ser o mais honesto possível com seu cônjuge sobre o assunto. Desta forma, um não correrá o risco de se endividar para fazer as vontades do outro e vice-versa. Além do que viverão de acordo com o padrão de vida condizente com a realidade financeira dos dois.

Este foi um dos temas mais difíceis de escrever. Mas acho que consegui hehehe E que o Deus que uniu o casal ajude-os a lidar com o dia a dia de maneira honesta, saudável e com amor. Respeito e carinho são fundamentais para manter um relacionamento saudável. Que Ele NOS ajude também a NOS mantermos firmes no caminho de poupar e buscar uma vida mais equilibrada e uma relação mais tranquila com as finanças. 😉